10/03/07 - 17h:47mDenunciar

A criança doente

Tela "A criança doente", feita pelo norueguês Evard Munch (1863-1944), em 1886, época que o pintor sofria diante do falecimento de sua irmã Sophie, em 1877. As doenças moldaram a maneira do pintor ver o mundo e, de todas com as quais conviveu, a que mais lhe marcou foi a tuberculose que matou sua irmã quando ela tinha 15 anos e ele 14. O fato em si já é dramático para qualquer pessoa, mas no caso de Munch havia um precedente: sua mãe, Laura Cathrine, tinha sido vítima da mesma doença quando ele tinha cinco anos de idade, em 1868. Em vida, Munch disse: "A vida representa uma vitória temporária sobre a força da gravidade; mantemo-nos erguidos de pé, mas um dia temos de nos deitar para morrer."



Nesta semana, durante a reunião ordinária da Câmara Municipal, o vereador Gonçalo de Faria/PSB fez uma declaração que, a princípio, consideramos grave: "Há pessoas com boas condições financeiras furando a fila de cirurgias eletivas do SUS". Fomos então em busca da verdade. Ouvi a secretária adjunta de Saúde, Luiza Flora, que me afirmou desconhecer esse procedimento. "O que há é um critério de passar pacientes à frente de outros em caso de urgência. A nossa única prioridade no atendimento é essa."

Segundo ela, pela universalidade do SUS a lei não permite avaliar a condição financeira de ninguém. O assunto foi discutido até chegarmos ao consenso de que, infelizmente, Luiza tem razão. Se o rico usa o Sistema Único de Saúde (o que é até difícil de acreditar que ocorra), está no direito dele, assim como o pobre. O SUS, por mais deplorável, horroroso que seja, é para todos. Porém, é o único que o pobre tem para recorrer em caso de doenças. Muito se fala em controle social para resolver essa desigualdade, mas nada se faz. Então, enquanto o país discute esse projeto, vai da consciência de quem pode pagar por tratamentos, cirurgias, deixar o SUS só para os pobres.



Aí vai uma música apresentada nesta semana pelo colega Lúcio...



The Adicts - Viva La Revolution (tradução)



Viva a Revolução



Dentro do reino do homem mal

O povo se levantou, somos livres de novo

Saiam do armário

Saiam do buraco

Saiam dos escombros

Venha para a esquina

Rebeldes e guerreiros, uma licença para matar

Unam-se com os bandidos e desçam das montanhas

Abram suas janelas

Abram suas portas

Abram suas mentes

Para o pensamento livre

Levante suas vozes, levante sua bandeira

Esmage os simbolos que a vida nunca teve

Vida longa aos símbolos

Vida longa aos esquemas

Vida longa á nossas esperanças

Vida longa ao sonho

Dance nas ruas no carnaval

Celebre a vitória agora

Beba o vinho do homem rico

Essa revolução não será a última



The Adicts

Comentários (0)

Fotos postadas a mais de 15 dias não podem receber comentários.