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Light estréia com vitória de Apasche e 19 YF’s
por knife em 14/09/05 - 13h:44m
Início de temporada é sempre assim: todo mundo querendo partir para cima e os acidentes acabam acontecendo. Ainda mais numa categoria como a Light, que iniciou a S2/2005 em Atlanta, com 37 pilotos no grid de largada (o maior número de carros na largada da LBN). E, após as 130 voltas, Fábio Pasche, o Apasche, da equipe GTR cruzou a linha de chegada em 1°, deixando para trás muitos favoritos.
“A corrida para mim não poderia ter sido melhor. Sabia que tinha braço pra levar, pois o setup estava destruidor: os tempos que fiz no pratice foram sem vácuo, fiz questão de andar fora dele para poder acertar a melhor forma de sair com velocidade das curvas”, disse o piloto vencedor.
“Antes mesmo do fim do pratice já estava ajustando o carro pra race. Mas aconteceu o mesmo de sempre: a calibragem do pedal não colaborou. De 28.0 do pratice eu virei 28.5 mo qualify, conseguindo só a 15° posição. Minha race foi meio conturbada. Procurei sempre acompanhar o bolo poupando pneu. Até que na volta 33, os lideres bateram. Eu ia passar livre, mas fui tocado. Capotei, perdi um pouco de rendimento e resolvi recuperar essa perda alterando o grille para 75% na minha 2ª parada já que não tinha grandes pernas de green. Então meu motor não ia fundir”, continuou Apasche.
Nesse ponto, o piloto vencedor tem toda a razão. Foram 19 YF’s durante a corrida, num total de 76 voltas Under Caution – minto, 77, pois teve um momento em que a Green Flag não foi acionada, pois nem todo mundo tava alinhado. Ou seja, 59% da corrida foram em ritmo de procissão.
“Mesmo com a pressão do Dytz, sabia que ele não ia passar. Meu carro estava muito bom e dou um pouco de crédito da minha vitória para meu companheiro de equipe Nicko, que me ajudou e muito em melhorar o set para clear 50F. A pista era um sabão só: toda relargada era uma tristeza para controlar, pois os pneus não esquentavam nunca”, finalizou o vencedor.
Outros destaques da corrida foram os pilotos Carlos Dytz, o Demon, da Jaguar, e Nuno Moraes, do Team Monte Carlo, que partiram da 36ª e 30ª colocações, respectivamente, e terminaram entre os Top 10. Demon, na verdade, conseguiu o2° lugar ao fim da prova, mostrando que sua volta à Light vem recheada com o mesmo apetite da Truck Light na S1/2005, quando ele foi o campeão. Também o correto uso do procedimento Lucky Dog pelos pilotos, que não causaram problemas aos gerentes Renato Serra e Ricardo Vizibelli. Faltou apenas o uso correto do procedimento Stagger The Pace, para evitar totós nas pace laps. Mas isso pode ser corrigido na próxima corrida.
O próximo desafio dos Lighters será em Milwaukee, também com bandeira amarela. Espera-se um melhor desempenho dos pilotos, causando menos YF’s. A pista é escorregadia, sem inclinação nas curvas e necessita de atenção durante as 160 voltas. Será que Apasche é o homem a ser batido nessa temporada?