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Primeiro capitulo da FANFIC...

por laisbeloni em 15/12/05 - 19h:21m

Capítulo 1- O começo ou o fim?


Na cidade de Richmond existia uma família pequena mas que naquela noite de luar bem claro, contudo um pouco obscura, com muitas estrelas enfeitando o céu; e várias estrelas cadentes dançando ao léu uma brincando com a outra, iria acontecer algo maravilhoso. As estrelas sabiam exatamente o que iria acontecer naquela noite, mas os Wolick, a família que tem sua história escrita pôr mim, não! Eles não sabiam que aquela noite já estava sendo esperada a dias, semanas, anos, até mesmo séculos. Ninguém se sabe ao certo! Só quem poderia nos dar essa resposta precisamente seria uma das estrelas mais idosas e mais sabias que ainda vive hoje, e que presenciou aquele milagre. E isso ainda não é possível, a não ser q vc seja uma criança ou um adulto que acredita em magias e em bruxos! Pois a nossa historia não começa exatamente aqui. Vamos Ter d voltar no tempo... mais ou menos uns vinte anos atras... Quando Norton ainda era uma criança...

Norton era uma criança que só pensava em se divertir, o que é muito normal para uma criança de apenas sete anos de idade. Ele era baixinho, gordinho, de olhos bem vivos, e cabelos de um vermelho brilhante. Mas ele era filho único e não tinha em sua casa ninguém para brincar. Pois seus pais trabalhavam demais, e ele ficava com seus avós enquanto papai e mamãe não estavam. Ele gostava de brincar com sua avó. Mas um dia, despertou uma vontade estranha de ouvir histórias lidas de um livro, por sua avó. Daí então com muito carinho pediu a avó para que lesse à ele uma história, pois estava com vontade de viajar, ou melhor de se imaginar, um herói, um príncipe, um sapo, o que fosse. Norton era bom de imaginação, imaginava cada coisa! Mas desta vez queria imaginar algo lido! Sua avó fez-lhe a vontade. E ele imaginou, imaginou, imaginou...Até cansar...E aquele dia foi a melhor tarde que Norton já tivera com sua querida avó.
Durante o jantar em sua casa com seus pais, Norton estava eufórico, não se agüentava dentro de si. Ele queria ser como aquele leão da história o grande e poderoso Aslam. Por isso não parava de pular de um lado para o outro e de rugir feito um leão. E no prato o leão esqueceu toda sua comida...
A avó de Norton o buscava todos os dias na escola, um prédio muito alto cor de laranja, com um pátio bem avantajado. E Norton voltava todo feliz, pois sabia que naquela tarde haveria mais uma história a ser contada.
No caminho de volta, com sua enorme mochila verde, super pesada, vinha pulando ao lado de sua avó, uma senhora de cabelos bem brancos, compridos e enrolados, era de estatura média, mas se via nos seus olhos a pureza que tinha aquela senhora. Logo Norton perguntou:
“Qual vai ser a história de hoje vovó?”
Ela então responde:
“O que você acha de ouvir a história de Momo?”
“Acho uma ótima idéia! E como é essa história?”
“É de uma garotinha que não tem família e que mora num anfiteatro! Lá ela faz vários amigos, e tem de enfrentar os homens cinzentos.”
“Quem são os homens cinzentos, vovó?”
“Isso querido, vamos descobrir juntos quando chegarmos em casa, está bem?”
“Tudo bem, vovó!”
Agora eles estavam à meio quarteirão de casa, o bairro era lindo, havia muitas árvores nas calçadas, exatamente uma árvore, na calçada enfrente à cada casa, e para completar cada casa tinha seu próprio jardim, cheio de flores do campo, sempre aflorando, enfeitando a vida dos habitantes dali e a de Norton. A não ser no inverno, que a neve cobria tudo, e tomava o lugar da paisagem florida, dando muita graça ao ambiente, nos dias mais frios do ano. Contudo, tirando o inverno, por incrível que pareça, as flores, viviam sempre floridas.
A casa da avó de Norton era de modelo bem antiga, com chaminé e tudo mais. O jardim era o mais bonito da redondeza, cheio de flores de todas as cores, parecendo bem mais com um arco-íris, do que com um simples jardim.
Ao chegarem Norton comeu muito rápido, e quis logo ouvir a história de Momo.
O livro anterior era O Leão a Feiticeira e o Guarda-roupa, mas desta vez sua avó leu, Momo e o Senhor do tempo. Norton adorou o livro e as aventuras da pequena Momo, e decidiu que como ela, ele se tornaria Norton e o senhor do tempo, para lutar contra os homens cinzentos que estavam levando embora o tempo de seus pais.
Mas ele não sabia que naquela noite sua vida mudaria para sempre. Então brincou o resto da tarde que lhe restara. Quando a noite chegou, não demorou para sua mãe aparecer para busca-lo. Seu nome era Emily, era jovem e muito bonita, Norton herdara os cabelos da mãe, que eram mais avermelhados que os seus e com perfeitos cachos ,estava com um vestido todo branco com pequenas flores amarelas, era seu preferido, e Norton sabia que quando ela o usava era porque estava satisfeita com algo. Em seu rosto lívido, era possível ver em seus olhos o brilho da vida. Ela com certeza era feliz!
Eles estavam voltando para casa com seu carro cor de chumbo, quando no meio do caminho o carro é parado por homens cinzentos! A paisagem não era muito diferente do bairro da avó de Norton, a não ser pelas casas que não existiam, e os jardins. Ali existia grande quantidade de árvores bem espessas e densas.
Norton se lembrou do livro. Sua mãe acabara de dizer algo parecido com: “ Querido fique calmo e não se me...
Nessa hora os homens cinzentos a mandaram calar a boca. Mas Norton já entendera o que estava acontecendo! Sua mãe estava sendo roubada! E pensou que aqueles terríveis homens cinzentos de mente cinzenta, e de atitude cinzenta, queriam roubar o tempo de sua mãe. Decidiu logo que como Momo ele iria salva-lá. Com sua mochila verde muito pesada, Norton tentou acertar um dos homens cinzentos, que rapidamente mirou algo cinzento que ele pode distinguir. Era uma arma! Norton porém não se assustou, ele achava que aquilo era simplesmente o charuto do homem cinzento, disfarçado de arma. Sua mãe entrou em desespero quando viu o revolver mirado para seu pequeno Norton. E a Sra. Wolick num segundo de bobeira tentou tomar do homem cinzento seu charuto, quero dizer sua arma. Nesse momento desastroso Norton ouviu um barulho abafado meio que estranho, e os homens cinzentos despaparam a correr, fugindo.
E ele ficou todo cheio de si, pensando que tinha conseguido amedrontar os tais homens cinzentos. Foi então comemorar com sua mãe que estava ao seu lado, de cabeça baixa e com uma mancha vermelha bem grande do lado esquerdo do peito.
Norton vibrava de alegria, cutucou sua mãe que por sinal nem se mexeu, e falou: “Mamãe você viu o que eu fiz? Eu consegui! Agora sou Norton e o senhor do tempo... Mamãe. Mamãe... fala comigo... para de brincar... perdeu a graça... eu não quero mais brincar... não desse jeito... Mamãe...MAMÃE...”
E nesse exato momento a policia chegou e arrancou Norton dos braços de sua mãe. Já morta!