Blog

tRaNcE vIaGiiiii!!!

por loukosporfestas em 28/12/04 - 19h:13m

TRANCE INDUCTION
"Se você realmente entra no trance patológico e fica ali, aqui tem uma receita geral. Primeiro, você deve empobrecer sua realidade eliminando todas as distrações e limitando sua atenção para um, ou no máximo alguns poucos objetos de enfoque. Esta diminuição de sua atenção pode ser auxiliada pela paixão inspirada pelas drogas (abuso), trauma, juntando-se a movimentos religiosos ou políticos, ficar em casa assistindo muita televisão ou ligado ao seu computador. Seria uma boa idéia se livrar de distrações como crianças, revistas ou livros – especialmente livros que possam lhe oferecer opções ou fazê-lo pensar sobre outras possibilidades. Segundo, você deve se convencer de que todas as opções (outras como os ideais perfeitos escolhidos por você, é claro) são malignas e toda tentativa que a sua mente faça para variar deve ser destruída, e você deve manter a sua mente pura e somente deixar pensamentos (e sentimentos) sobre a sua paixão escolhida. Este truque mental servirá para concentrar sua atenção firme no objeto de sua monomania numa maneira regular e consistente na qual a dor não o desanime, ou melhor ela vai "concertar" seu trance. Você então terá entrado num transe patológico".
Os transes patológicos são insalubres e viciosos, e são, é claro, não totalmente desejáveis, mesmo quando a maioria de nossas vidas são gastas ou em transes ou tentando envolver outras pessoas nestes estados de transe. Então, é o transe patológico e não o transe da meditação que permite a maior parte de nosso despertar para a vida. Parece que, então, uma vez que podemos identificar estes transes patológicos em um nível pessoal, podemos tomar passos para transformá-los.
Uma breve explicação poderá ser necessitada aqui. De acordo com Wier, "a corrente gerada pelo transe é, como dizer, uma seqüência de pensamentos que começa e acaba com o mesmo pensamento." A segunda ordem da corrente gerada pelo transe auxilia a força original do transe diminuindo a sua efetividade. Em outras palavras, é uma seqüência secundária de pensamentos que acrescentam uma recompensa a todo ciclo concluído da corrente do transe, ajudando, desse modo, a reforçá-lo. Mas, (se você realmente deseja) para se aprofundar nos detalhes desta ciência, lhe sugiro que leia seu livro. (‘Trance, da magia à tecnologia’ de Dennis Wier).
Para acabar com os trances viciosos, segundo Wier, pode através do fornecimento de recompensas ao crescimento da mente. Isto quer dizer, expandindo a diversidade dos seus pensamentos e sentimentos sem tentar eliminar aqueles que você acha que são o problema, (esta primeira parte é vital). Continue enriquecendo e expandindo sua mente com idéias estimulantes e novas, pessoas e experiências. Quando a diversidade dos seus pensamentos e sentimentos se tornem fortes, as idéias vão ser auto-gerativas e o trance vicioso vai cessar de existir pela definição. Em outras palavras, seja criativo sem remorsos. Por outro lado, para a maioria das pessoas isto é difícil de conseguir, já que nós caímos dentro e fora de vários tipos de durações de estados de trance, e de novo, durações consideradas normais para o momento da volta do estado trance. Existem trances profundos, trances leves, trances curtos e trances que duram uma vida toda. Existem trances que curam dor e outros que causam dor. Para isso existem trances curativos e trances patológicos; estes podem ser achados facilmente na música, tevê, hipnoses, religião, meditação e trabalho, por exemplo.
Se estamos caindo dentro e fora de trances sem ter consciência ( de nós mesmos), por que devemos sentir o desejo de criar festas trance e não tentamos evitar o trance todo junto? Bom, primeiro, é claro, pois isso parece a coisa correta para fazer. Segundo, como o trance é uma parte integral na vida de todos, então por que não fazer o trance intencionalmente? Melhor que pressionar contra esta corrente de natureza, movimente-se com ela, porém com um objetivo, não com ignorância. A diferença entre o trance patológico e o trance da meditação seria que a última é atingida através da consciência e a outra não (de maneira alguma).
Através das correntes de trance auto-gerativas (meditação, dança) temos a possibilidade de reconhecer somente quando nossas vidas ordinárias são gastas no rance inconscientemente. Pense de outra maneira considere as viagens que tomamos usando alucinógenos e como elas revelam a capacidade que a nossa própria imaginação pode gerar alucinações, mesmo aquelas que temos todos os dias. Reconhecendo isto, pode nos ajudar a identificar outras maneiras possíveis de perceber que o mundo que nos ensinam é "real". Este objetivo nos mostra como a fábrica da realidade está baseada na alucinação. E aqueles que se tornam conscientes através das oportunidades criadas por uma auto-imposição no estado de trance que pode dar os passos iniciais para a redução dos trances patológicos nas vidas. Por outro lado, admitir que estamos num trance neste momento é considerado como um primeiro passo. A primeira verdade nobre do Budismo é a crença que o "sofrimento" não existe. Gurdj também ensinou que, se tornar consciente que estamos dormindo é o primeiro passo para acordar.
Quão presente estão os trances patológicos em nossas (rápidas) vidas? No atual mundo gerador de trance, de anúncios e tevê à festas eletrônicas, devemos considerar a possibilidade do trance patológico induzindo atividades mesmo em nossa porta da frente. Uma pequena palavra de alerta; escolha suas festas e suas músicas com sabedoria. Quando estamos num trance estamos vulneráveis a sugestões externas que agem em nosso subconsciente. Paradoxalmente, a vulnerabilidade é necessária, isto se mergulhamos na música e também na beleza do trance. A escolha é sua.
É igual para alguns de nós que organizam festas, visto que temos a responsabilidade através de todas as novas gerações que entram neste mundo eletrônico da música cada ano. Se alguns da velha guarda (antiga tribo) sentem que às vezes o mundo da dança eletrônica é cavando em si mesmos, então é por causa deles que não se tem a capacidade de distinguir os trances saudáveis dos insalubres induzidos nas festas / música / arte / "performances" (atitudes, postura). Tanto os organizadores quanto os "party goers" (participantes da festa), compartilham a direção. O "feeling" está sempre ali. Algumas vezes de nossas vidas o sentimos, outras não. Quem fica mudando isso?
(Todos temos nossas próprias interpretações para este tópico. Wier, em seu livro "Trance, from magic to technology" tem a sua. O livro é sobre o estado de trance e não sobre a música. Pode ser que ele não use a expressão para todos os gostos, mas para aqueles que querem tornar-se mais conscientes de como o trance nos afeta. Existe nestas páginas alguma coisa para aprender, sem dúvida.
(A – C – O – R – D – E ! ! ! ? !)