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BlogFernandão e Lucas reclamam do excesso de marcação de faltaspor luz13 em 28/5/2008 Zero Hora, 22.5.08 Fernandão e Lucas reclamam do excesso de marcação de faltas De acordo com o árbitro Carlos Simon, os jogadores têm alguma dose de razão Diogo Olivier e Guilherme Fister | diogo.olivier@zerohora.com.br, guilherme.fister@zerohora.com.br Fernandão, que já jogou no Olympique, da França, ajeitou a lenha. Lucas, de férias em Porto Alegre, encarregou-se de atear fogo ao debate. E o fez com conhecimento de causa: a sua rotina é a do Liverpool. Do futebol inglês de muita força e raras interrupções da arbitragem, capaz de devastar adversários ao emplacar campeão e vice da Liga dos Campeões, Manchester United e Chelsea. Não estaríamos nós, no Brasil, entrando pela contramão ao proibir carrinhos de toda espécie e até o uso dos braços no contato físico? Se depender de Fernandão e dos gaúchos que foram para a Europa no ano passado, a resposta é: sim, a circular da CBF que pede rigor aos árbitros pode ter sido um gol contra o futebol brasileiro. — A média de faltas no Brasil é de 40 por jogo. Olha o tipo de falta que eles (os árbitros) marcam: o cara encosta o ombro, cai... e falta. Foi assim no lance do meu cartão amarelo contra o Palmeiras. É muita faltinha — protestou o capitão do Inter. Lucas até concorda que, na Inglaterra, por vezes se exagera na lógica de "deixar o jogo correr". Mas aponta o Brasil como um mau exemplo inverso. De acordo com o volante da seleção olímpica, aqui basta se atirar ao chão ao proteger a bola com um adversário no cangote que o juiz apita, tendo ou não ocorrido a falta. É uma cultura. O jogador simula porque sabe: são grandes as chances de o árbitro assinalar este tipo de falta para interromper a partida e reduzir suas próprias chances de erro em um jogo elétrico e cheio de incidências. — Aqui, o cara se atira e o juiz dá falta. Lá, ele deixa o jogo andar e, quando a bola pára, adverte o ator. O carrinho honesto, bem dado, não coloca em risco a integridade do companheiro — disse Lucas. — Se tiver que escolher, prefiro o estilo europeu — Os árbitros deixam o jogo correr. Admitem o contato físico. Não marcam qualquer faltinha — afirma Carlos Eduardo, do Hoffenheim, já adaptado às durezas da Bundesliga. De acordo com Carlos Simon, os jogadores têm alguma dose de razão. Para árbitros Fifa como ele e Gaciba, a ordem é garantir um mínimo de 65 minutos de bola rolando em competições da entidade. Assim, na Libertadores a história é bem diferente. — Futebol é um jogo de contato físico e nem todo contato é falta. Não se deve apitar qualquer coisa — diz Simon. Gaciba, reconhecidamente um árbitro que só pára o jogo quando é estritamente necessário, concorda com Simon. Mas faz uma ressalva: — O jogador prefere sofrer a falta do que prosseguir uma jogada. A mudança de filosofia tem que partir dos jogadores. O curioso é que, mesmo entre os árbitros, há discordância em relação a como conduzir uma partida. Esta é uma das broncas dos jogadores: a falta de critério. O que vale para um, pode não valer para o outro. Soares, do Grêmio, reclamou que viu vários carrinhos serem permitidos nas duas rodadas do Brasileirão. O certo é que alguns juízes parecem defender mais a circular da CBF do que outros: — Aqui se a gente liberar a pancadaria pega - afirma Leandro Vuaden. A idéia da CBF é que o futebol brasileiro seja tão bonito quanto é, mas não seja violento. O presidente da comissão de arbitragem, Sérgio Corrêa da Silva, se pudesse, expulsaria Fernandão, Lucas, Carlos Eduardo e quem mais contestasse a circular da CBF, incluindo gandulas e até mesmo alguns árbitros. Para ele, o futebol está cada vez pior e violento. O objetivo, portanto, é educar os profissionais a serem mais disciplinados. — Só que as pessoas reclamam de tudo. A cultura aqui é da choradeira. Chora o jogador, o treinador, o dirigente, a arbitragem. Cada um chora de acordo com seus interesses. Mas na Europa são todos cordeirinhos — desabafa Silva, um tanto chateado com a falta de apoio as suas medidas. +++++++++++++++++++++++++++ Meu comentar Eu tinha vista jogos de Liverpool este ano, o Lucas fooi vitima de mesmo arbitragm que esta elogiando agora. Nao conheci esua opiniao . Eu vei ele sufrendo faltas duras sem puniça0o. Claro que nao gostei, agora posso ver este assunto de outro punto de vista. Sempre respeito os opinioes do Lucas, mas agora estou confusa mesmo Que Vcs. opinam? Comentem por favor |
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