Devidamente Abençoado
Eu ganhei um belo sorriso amarelo
Aquecendo meus pulmões com emoção
Enquanto os meus sentidos distraídos
Diziam-me encontrar outros vícios.
Minhas amantes trazem toda luxuria
Que meu ébrio coração merece
Sou abençoado desculpando a fatalidade
De sua graça recusada sem prazer
Quanto aos dogmas jogados aos pés
São os delírios que não me alcançam.
Talvez o melhor dos mundos possíveis
Fora escondido dentro desta tormenta
De tanto lutar sem ver a morte pálida
Somos a harmonia sem causa impossível
Confesso que me prometeram a razão
De todos os acidentes com gritos.
Se tivesse sido expulso de um lugar
Não teria o desejo exporto a punição
Em todo caso bem vejo estar contente
Com todos os meus iguais presentes
Dizendo-me ser bem vindo a vida
Que me esqueceu enquanto sentia
A ilusão de ser um inocente descaso.
*Leon Lynch
**Fotografia: o mesmo que vos escreve
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