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História da chegada dos Portugueses



LEIAM COM MUITA ATENÇÃO!



As populações nativas do Espírito Santo:



Antes da chegada dos portugueses ao Espírito Santo, nosso território era habitado por nativos que pertenciam a quatro grupos: tupis-guaranis; os gês (também chamados de tapuias); os machacalis, patashós e malalis; e puri-coroados.



Vasco Fernandes Coutinho e o empreendimento colonial:



Dando início ao processo de colonização do Brasil, o rei de Portugal dividiu a colônia em faixas de terra entregues aos donatários: eram as capitanias hereditárias. Uma delas era a do Espírito Santo, entregue a Vasco Fernandes Coutinho.

Chegou ele em maio de 1535, no dia 23, trazendo 60 pessoas em sua caravela Glória. Desceu numa praia, junto ao morro do Moreno, no lugar que ficaria conhecido como Vila do Espírito Santo. Mais tarde, quando a capital passou para Vila Nova de N.Sra. da Vitória, a primeira vila tornou-se "Vila Velha".

Logo que chegou, foram montados engenhos de açúcar. E começa a colonização do Espírito Santo. Os índios, incomodados com os invasores, tentam expulsá-los de suas terras.



Os holandeses tentaram dominar a capitania, em 1625 e, mais tarde, em 1640, quando já dominavam o Nordeste. Foi na primeira tentativa de invasão que destacou-se Maria Ortiz, jovem de 22 anos, que tornou-se símbolo da heroína capixaba.



A capitania praticamente fracassou, devido a vários fatores, entre os quais podemos incluir a hostilidade dos indígenas e a falta de recursos que permitissem o desenvolvimento da região.



Colonos, indígenas e missionários, com sua ação evangelizadora no ES:



Desde 1549 até 1750, quando foram expulsos do Brasil, os jesuítas foram a mais importante força religiosa existente na Colônia. Pacificaram muitos grupos indígenas considerados agressivos e começaram uma política dos aldeamentos ou reduções, onde eram concentrados centenas de índios que passavam a receber ensinamentos religiosos e a aprender agricultura e diversos ofícios. Nessas Missões ou Reduções, os nativos pegavam doenças trazidas pelos brancos.

Entre os séculos XVII e XVIII, na capitania do ES, os jesuítas também exerciam o papel de produtores agrícolas, administrando ao mesmo tempo fazendas, onde plantavam cana, criavam gado etc. Esses empreendimentos eram tocados sobretudo por índios.



Também franciscanos vieram para o Estado. Um deles foi Pedro Palácios (1500-1570), criador do santuário da Penha, em Vila Velha, cujas maiores atrações talvez sejam a imagem de Nossa Senhora da Penha, chegada em 1570, e o painel de Nossa Senhora dos Prazeres que chegou da Espanha com Pedro Palácios, e que é talvez a mais antiga pintura a óleo existente no Brasil.



Histórico

Só 30 anos após o descobrimento, Portugal começou a se preocupar com a colonização do Brasil, pressionado pelos ataque piratas que vinham em busca do pau-brasil. Em 1531, Martim Afonso de Sousa, comandando uma poderosa esquadra, chegou a Pernambuco, com a missão de combater os piratas e estabelecer núcleos de povoamento. Não tendo recursos suficientes para bancar a colonização, o então rei de Portugal D. João III aceitou a sugestão de dividir o Brasil em capitanias que seriam distribuídas a quem tivesse interesse e condições para colonizá-las.



Apresentaram-se os 12 primeiros voluntários, oriundos de famílias de guerreiros, navegantes, gente da corte, dispostos à arrojada empreitada, entre eles Vasco Fernandes Coutinho, que recebeu de presente a Capitania do Espírito Santo.



Com a carta de doação, recebida em 1º de junho de 1534, Vasco Coutinho desembarcou na capitania no dia 23 de maio de 1535, desembarcando na atual Prainha de Vila Velha, onde fundou o primeiro povoamento. Como era oitava de Pentecostes, o donatário batizou a terra de Espírito Santo, em homenagem à terceira pessoa da Santíssima Trindade. Para colonizar a terra, Vasco Coutinho distribuiu sesmarias entre os 60 colonizadores que com ele vieram.



Como vila velha não oferecia muita segurança contra os ataques dos índios que habitavam a região, Vasco Coutinho procurou em 1549 um lugar mais seguro e encontrou numa ilha montanhosa onde fundou um novo núcleo com o nome de Vila Nova do Espírito Santo, em oposição ao primeiro, que passou a ser chamado de Vila Velha. As lutas contra os índios continuaram até que no dia 8 de setembro de 1551, os portuguesas obtiveram uma grande vitória e, para marcar o fato, a localidade passou a se chamar Vila da Vitória e a data como a de fundação da cidade.



Por que capixaba?



Segundo os estudiosos da língua tupi, capixaba significa, roça, roçado, terra limpa para plantação. Os índios que aqui viviam chamavam de capixaba sua plantação de milho e mandioca. Com isso, a população de Vitória passou a chamar de capixabas os índios que habitavam na região e depois o nome passou a denominar todos os moradores do Espírito Santo.



Personagens



Todos os países, estados ou municípios têm pessoas que passaram para a história pelos atos que praticaram. Também o Espírito Santo tem seus personagens que são lembrados até agora. Entre eles podemos citar:



Vasco Coutinho - O primeiro donatário e iniciador do povoamento do território, ao fundar a cidade de Vila Velha, em 1535.



Frei Pedro Palácios - Irmão leigo franciscano, fundador do Convento da Penha, em Vila Velha. Nasceu na Espanha, na cidade de Medina do Rio Seco e chegou ao Espírito Santo em 1558, morrendo em 1570.



Araribóia - Cacique da tribo temiminó, que partiu de Vitória com 200, índios para ajudar a expulsar os franceses do Rio de Janeiro.



Padre José de Anchieta - Missionário jesuíta, catequizador de índios, poetas e escritor de pesas teatrais que mais se destacou em sua época. Nasceu nas Ilhas Canárias e morreu na cidade de Anchieta no dia 9 de junho de 15976. Existe um processo de canonização de Anchieta.



Maria Ortiz - Foi uma jovem capixaba que, aos 22 anos, ajudou a expulsar os holandeses que atacaram Vitória em 1625. Sua ajuda, jogando água fervendo sobre os invasores foi numa escadaria no centro da cidade que em 1924 foi transformada em Escadaria Maria Ortiz.



Domingos José Martins - Personagem capixaba que se destacou pela participação como líder na Revolução Pernambucana, em 1817, que já pretendia a independência do Brasil. Foi fuzilado em Salvador no dia 12 de junho de 1817.



Elisário - Escravo que ficou famoso por chefiar a principal revolta de escravos do Espírito Santo, a Insurreição de Queimados, em 1849. Preso, fugiu e se refugiou nas matas não se tendo mais notícias dele.



Caboclo Bernardo - Pescador que ajudou a salvar a tripulação do navio da Marinha de Guerra do Brasil, Imperial Marinheiro, que naufragou perto da foz do Rio doce, na madrugada de 7 de setembro de 1887.



Augusto Ruschi - O maior naturalista do Brasil e maior estudioso dos beija-flores do mundo. Fundou o famoso Museu de Biologia Mello Leitão, em Santa Teresa, a Terra dos colibris, onde nasceu em 1915 e morreu em 1986. Pelos seus conhecimentos científicos e pela luta pela preservação na natureza, em 1994, o Congresso Nacional aprovou o decreto do presidente da República, tornando-o o Patrono da Ecologia do Brasil.





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