MEU AMOR DE TODOS OS ANGULOS
Bem, mais uma vez aqui para viajar mais uma vez pelo mundo inospito das palavras.
O que vem a seguir são palavras inspiradas na tristeza de uma grande amiga, cujo destino pregou-lhe uma peça.
O que não mata engorda;
Do seu olhar brotou um orvalho de tristeza
Na madrugada fria, pra onde foi o seu amor?
Foi carregado por uma impávida correnteza
Numa jornada agonia, ele sozinho se lançou
Levou sonhos, deixou pesadelos com frieza
E frio ficou o dia sem homem da fortaleza
Montou no seu corcel negro e saio a galopar
E negro ficou o dia que parecia não acabar
Oh mulher, guerreira alegre e tão fagueira
Não fraquejes, pois isso não é de seu feitio
Não deves sofrer por quem não lhe queira
Mesmo que este não querer seja tão vazio
Existe uma pessoa que clama sua ascensão
Que acredita na fênix que há de renascer
Exige re-aquecer a chama do seu coração
Que palpita e suplica pelo seu remanescer
Não pereça em desalento, é preciso crer
Que toda força divina revigora seu ser
Não perca antes do tempo, vais vencer
Tudo que pretender depende só de você
Como tudo que não derruba eleva-te
Que lhe sirva de lição na escola da vida
Como tudo que não mata engorda-te
Não caia em depressão não se sinta ferida
A receita que lhe receito para achar uma saída
É se apaixonar por si mesma sem medida
Pois o amor que habita teu espírito maternal
É maior do que qualquer futilidade capital
Miguel Ângelo Gomes da Silva
Campina Grande 29 de abril de 2007
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