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COMO O PR GUSTAVO BESSA CONHECEU A ANA PAULA

por milladtav em 15/08/07 - 22h:10m

Pelo contrário, há muitas palavras que podem ser escritas. Foram muitos os casos que presenciei durante esse meu tempo de vida com o pastor Márcio Valadão. Apesar de não serem muitos anos, apenas o referente ao tempo em que conheço a Ana Paula, eu pude ter várias experiências com ele. E no meio de todas essas histórias, eu pude perceber alguns valores que fundamentam a sua vida.
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rnEu me lembro do início do meu contato com a Ana Paula. Nós nos conhecemos por e-mail, via internet. Soube, posteriormente, que o pastor Márcio foi um grande encorajador dos e-mails da Ana. Ele a incentivava ligar o computador todos os dias e também a escrever e-mails para mim. (Glória a Deus por isso!!!) Mas o curioso é que nós nunca nos tínhamos visto pessoalmente. Ele me conhecia através da minha família. Ele havia trabalhado com o meu avô no Hospital Evangélico e também conhecido a minha tia em uma viagem à Coréia. Por causa da minha família, ele se dispôs a encorajar os contatos via e-mail. Assim, eu e a Ana conversamos pelo computador por longos dias.
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rnDepois de algum tempo, eu e a Ana decidimos nos conhecer pela primeira vez. Foi um dia inesquecível para nós. Chegamos cada um na sua própria casa, e lá estavam os nossos pais, acordados, também ansiosos por saber como havia sido o primeiro encontro. Em minha casa, os meus pais e a minha irmã estavam antenados. Queriam saber cada detalhe. Na casa da Ana, Dona Renata e pastor Márcio, também acordados, se deliciavam com os relatos que ouviam daquele primeiro jantar. Eles queriam participar. Eles não eram meros espectadores. Desejavam saber cada detalhe, e, assim, compartilhar daqueles momentos tão preciosos na vida da filha. Eles ansiavam por que ela soubesse que eles estavam ali, bem juntinhos dela, dispostos a sonhar os mesmos sonhos que ela sonhava.
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rnDaquele primeiro jantar para a oficialização do relacionamento, foram poucos dias. Eu me lembro daquela noite de domingo. O culto havia terminado. As pessoas saíam lentamente do edifício. Algumas eram atendidas pelo pastor Márcio: alguns aconselhamentos, pedidos de oração, conversas, risadas... E eu estava assentado no banco. Esperava pela minha vez. Naquela noite, pela primeira vez, eu conversaria com ele sobre a Ana Paula. Já tinha orado, especificamente, durante toda à tarde. Já estava preparado para uma conversa bastante formal, no sofá da sala, sob os olhares investigativos de toda a família. De repente a Ana se aproximou de mim e disse:
rn– O papai está nos chamando lá na salinha.
rn– Mas nós não iríamos para a sua casa? – eu perguntei.
rn– Sim. Mas ele decidiu conversar aqui mesmo. – ela respondeu.
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rnAssim, entramos na salinha atrás do púlpito. O pastor Márcio, a Dona Renata e a Mariana já estavam lá. E antes que eu começasse a falar, ele olhou para mim e, do seu jeito muito prático, já me disse:
rn– Filho, eu sei porque você está aqui e quero dizer que abençôo o relacionamento de vocês. Vai ser um tempo de se conhecerem e de desenvolverem uma amizade.
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rnFoi tudo tão rápido e simples... Eu imaginava que teria um período mais longo. Pensava que seria sabatinado. Imaginei que ele me passaria uma série de recomendações e palavras. Mas ele, ali mesmo, simplesmente, abençoou o nosso relacionamento, tomou as nossas mãos e orou por nós, suplicando a graça de Deus. Tudo muito rápido, simples e prático. Sem rodeios, sem formalidades, sem alarde, sem discursos. Mais tarde, à medida que tinha mais tempo com ele, pude perceber que a praticidade é uma das suas características tão marcantes. Como ele mesmo, freqüentemente, diz: “A vida é muito simples. Eu não entendo porque as pessoas complicam tanto”. Realmente, pra quê complicar...
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rnComeçamos a namorar. Um dia, eu e a Ana decidimos sair para jantar. Ela tinha horário para chegar em casa, 23h30. Fomos juntos a um restaurante italiano muito gostoso. Era sábado. Os restaurantes estavam bastante cheios. Mas, para nós, aquilo não importava. Queríamos, mesmo, olhar nos olhos um do outro e nos perder naqueles olhares. E tão perdidos ficamos que nem reparamos que a comida demorou a chegar. Já havia passado de 23:10 horas. Para mim, estava tudo bem. Tínhamos uma boa justificativa. A culpa foi do restaurante. Eles demoraram a servir a comida. Mas, com toda essa demora, chegamos na casa do pastor Márcio depois da meia-noite. Nós nos despedimos e a Ana tocou a campainha. Qual não foi a minha surpresa?!? O pastor Márcio abriu a porta e com voz alta, disse:
rn– Filha, isso é hora de você chegar em casa?
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rnMeu coração quase saiu pela boca. Eu jamais esperava aquela situação. Não sabia o que fazer. A Ana entrou em casa e eu fui dirigindo em direção ao bairro floresta. Naquela noite, eu não consegui dormir direito. Eu me sentia extremamente culpado. A Ana estava sob a minha responsabilidade e eu havia agido erradamente. Não havia justificativas. “Aquilo que é combinado, não é caro”. Eu havia errado em não cumprir o horário. No meio de todos esses pensamentos, eu me levantei da cama e fui para o computador. Naquela mesma madrugada, eu escrevi uma carta pedindo perdão ao Pastor Márcio.
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rnNaquela ocasião, pude perceber um outro traço de valor na vida dele. Ele é sempre direto para fazer as colocações. Ele não faz rodeios para dizer que uma pessoa cometeu um erro. Ele “não joga panos quentes” e finge que está tudo bem. No momento adequado, ele faz a confrontação. E isso, visando corrigir o erro e resolver o problema. Mas, uma vez que a pessoa se arrepende e muda de atitudes, ele não guarda mágoa ou rancor. Ele perdoa, se esquece e oferece nova oportunidade. Eu posso dizer isso de experiência própria. Depois daquela noite e madrugada, tudo voltou ao normal. Eu continuei saindo com a Ana. Contudo, nunca mais deixei de verificar o relógio. Perder-me nos olhos dela, sim; mas perder o horário, jamais!
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rnContudo, deixe-me dar alguns saltos históricos. Senão eu vou continuar relatando as minhas experiências com o pastor Márcio apenas da minha época de namoro. E eu quero compartilhar alguns momentos que me marcaram profundamente.
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rnEu já estava casado. Havia saído para almoçar com o pastor Márcio e alguns outros pastores. Na mesa, conversávamos sobre a Igreja. Todos compartilhávamos daquilo que estava acontecendo em nossas vidas. Falávamos sobre as lutas e as alegrias; as dificuldades e as vitórias; os alvos e a caminhada. E falávamos sobre os ministérios. Então, nesse instante, um dos pastores tomou a palavra e afirmou:
rn– Eu penso que nós deveríamos aplicar mais recursos naqueles ministérios que têm trazido mais resultados.
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rnHouve um silêncio na mesa. E aquele pastor compartilhou a sua visão ministerial. Todos ouvíamos os seus argumentos e ponderações. Ele falava com desenvoltura e habilidade. Mas, tão logo ele acabou de falar, o pastor Márcio olhou para cada um e disse:
rn– Eu não penso que deve ser assim. Há muitos ministérios que absorvem muitos recursos e que, contudo, não nos trazem um resultado tão imediato. Vejam, por exemplo, o ministério com as madalenas. Nós temos investido muitos recursos na recuperação das prostitutas. Nem sempre conseguimos um grande resultado. Mas a salvação de uma dessas vidas traz muita alegria ao Senhor. Uma alma vale mais do que o mundo inteiro. E se tivermos que investir mais recursos para a recuperação de pessoas nessas condições, nós vamos investir. Essas mulheres também precisam de salvação.
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rnAquelas palavras foram como um bálsamo em meu coração. Ali, eu estava ouvindo um homem que tinha um intenso amor pelos perdidos. Era alguém que não estava se importando simplesmente com resultados ou números. Era alguém que desejava a salvação das pessoas. Ele queria que o evangelho chegasse a todos, indistintamente. Se, para alcançar um determinado perdido, fossem necessários muitos recursos, esses recursos deveriam ser aplicados. Uma alma vale mais do que o mundo inteiro.
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rnNaquela tarde, de uma maneira mais clara, eu pude perceber que o coração do pastor Márcio pulsava impulsionado pelo amor aos perdidos. Eu entendi que um dos princípios que fundamentavam a sua vida era a compaixão. Pude compreender que o sonho dele é a salvação dos perdidos: sejam ricos ou pobres, velhos ou jovens, homens ou mulheres, estudados ou sem estudo, virgens ou prostitutas. Como essa tarde me marcou...
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rnAdemais, foram muitos os momentos e experiências que eu pude ter com o pastor Márcio. Contudo, deixo relatadas apenas essas. O meu objetivo era apenas apresentar um pequeno retrato extraído da vida do nosso tão amado pastor. Essa semana, ele completa mais um ano de vida. E com a graça de Deus, nós vamos poder, ainda, todos juntos, experimentar mais da bondade do Senhor, através da vida do nosso pa(i)stor.
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rnPastor Márcio, receba os parabéns e as orações das suas ovelhas da Lagoinha. Que Jesus o continue abençoando nesse e nos próximos anos de vida!
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