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entrevista du Mikey traduzida
por millamotherfucker em 24/12/06 - 16h:02m
Eu encontrei na internet a tradução da entrevista que o Mikey deu para a R&R.Confiram:
Em 2005 vocês estiveram em turnê com o Green Day, foi um fator muito importante para que Rob Cavallo produzisse seu album?
Mikey:Nos apresentaram pra ele quando estivemos em turnê, disseram que ele estava interessado em trabalhar com nós e conheçemos todo o seu trabalho, os albuns do Green Day.Conhecíamos outros produtores mas no fundo sabíamos que era com ele que queríamos trabalhar.
Qual foi a função principal do Rob Cavallo na criação do The Black Parade?Mikey: a função principal?Ele era tão louco como os nós e tivemos um bom ”casamento” com ele.Fizemos coisas novas, nós fizemos coisas que não sabíamos que podíamos fazer.
A banda foi muito cuidadosa com este album, mesmo assim acabou saindo na internet.Isso afetou a banda?
Mikey: Bem, o que aconteceu foi que o CD já estava na rede uma semana antes de ser lançado, mas isso é normal, não se pode evitar,o pessoal vai as lojas, compra e escuta. É algo que todas as bandas passam quando chega perto dia do lançamento de um álbum.Se nos afeta? Sim! afeta um pouco. Realmente não ligo muito com essas situações.
A banda é muito popular no Myspace, essa tecnologia tem um lado bom pra promover músicas?
Mikey: claro, isso nos beneficia, tivemos um MP3 na rede e assim é como nós começamos. As pessoas começar a fala de você e a banda começa a ser reconheçida, depois tivemos um site oficial, logo conseguimos um contrato com gravadora e assim foi com as outras. Há bandas que também cresceram graças a internet, como FOB e Panic! At The Disco, são bandas que também promoveram suas musicas na internet.
O trabalho do Queen foi mencionado como um ponto de referência no The Black Parade, como foi sua aproximação com a música de Queen?
Mikey: Todos crescemos ouvindo Queen, naquele tempo era muito importante e eles tocavam na radio o tempo todo. Não pensamos em fazer musica do mesmo estilo, na realidade a direção que fomos tomando foi mais pra área do Rock, assim que em algum momento quando nós escrevemos as canções e terminou que acabou por ter uma presença excelente no resultado final. supondo que foi a clássica progressão para nossa banda.
Esse álbum conta a história de um personagem chamado ‘O Paciente’ e o que passa com ele depois da morte. Foi difícil contar uma história desta maneira, através de canções, mantendo a atenção do público?
Mikey : A maneira que fazemos nossos discos é conceitual, dois dos três discos são de conceitos, basicamente o que fazemos uma lista de idéias e logo escrevemos o que acontece no momento, se há uma história no papel mas que não foi contada fielmente, realmente não contamos a história tal qual porque não é assim, de modo que não saber que a canção se refere a que idéia, porque cada canção tem seu significado própria quando terminada.
Também se concentram em como soa cada canção e como saem é em uma parte individual, é evidente que conservam o álbum como unidade. Como fazem para que tenham sentido em função do contexto?
Mikey: Escrevemos as canções e depois começamos a compartilhar entre nós e antes de darmos conta já à estamos tocando e os sentimentos das canções vão arrumando em um lugar da história. É como se você escrevesse pra si mesmo.
Descreveria The Black Parade como um álbum triste?
Mikey: Sim, assim é a vida! A vida te obriga a fazê-lo, assim se sobrevive. Quando um está triste é porque precisa estar e precisa removê-lo de algum maneira e assim buscar um bem estar emocional, esse é o propósito da música. É por isso que a gente sempre diz:” Esta canção sempre faz eu me sentir melhor”, para tirar todas as emoções.
O que é importante pra sua imagem? Pela forma em que apareçem nos vídeos e o cenário pareçem expressar toda a dor num aspecto visual.
Mikey: Não é nem tanto a imagem,mas sim toda a apresentação. Não nos preocupamos muito com a roupa e sim como se ve todo o conjunto. Como banda sempre damos conta que somos uma equipe e isso reflete em cada um dos aspectos do grupo.Temos gostos similares como qualquer outra banda, sabemos que as pessoas vão notar, mas isso não é o mais importante de tudo, nós não saímos dizendo: “Vejam somos The Black Parade, e esses são nosso uniformes”.
Ao mesmo tempo que funciona como uma atenção como o público, como uma espécie de obséquio da banda…
Mikey : Sim, totalmente. Tudo é um papel importante em apresentar um aspecto que nós sejamos, há as pessoas que gostam muito como se veem nos vídeos, com as que gostam muito de alguma canção em especial e a interpretam no vídeo. Quando penso em uma canção, penso como um jogo de varios elementos reunidos.
Quando entraram em estúdio com Rob Cavallo, tinham uma idéia clara da história que queriam contar?
Mikey: A história foi se desenrolando conforme íamos gravando o disco. Se trata de um paciente que se encontra em uma marcha da morte a canção inteira é de sua vida e então ele dá conta de que o que ele viveu não foi suficiente com sua vida e que quer viver uma vida que não lhe permita se arrepender depois. Essa é basicamente o tema do CD.
E não é suficiente explicar o tipo de música que está fazendo, têm excedido então o termo…
Mikey : Sabe, todas as resenhas do CD estão dizendo que o antigo MCR era uma semente e que agora somos uma nova banda, escutam o primeiro CD e e soa muita diferença com o The Black Parade, e é certo, mas nós só fazemos o que queremos.
Você batizou o grupo baseado num livro de Irving Welsh. Continua sendo uma figura importante para você?
Mikey: Sim, claro. É um escritor super importante, mais popular na Europa. Para ter lido seus livros e a forma como transmite suas mensagens, o faz seguir sendo uma influência de grande peso para a banda.
Alguma história favorita?
Mikey : Bem… eu gosto do Batman, todo o mundo gosta de Batman. Acho que é meu personagem favorito.Não sei, mas leio tantas histórias diferentes que não tenho certeza. Leio de tudo um pouco, tanto de super heróis como de outros gêneros.
MCR é de New Jersey, algum conterrâneo que vocês consideram importante?Mikey: Sim, temos varios como Thursday, Save The Day e Midtown. Creio que essas são as três bandas que estão ajudando a levar o movimento a todo país, porque há um sonido de New Jersey, quando estas bandas fazem turnê, tocam todo o país e assim vão influenciando outras bandas.
Satisfeito com o The Black Parade?
Mikey: Sim é o melhor que temos feito, é meu CD favorito de todos os que eu já ouvi nos ultimos 20 anos.