pottermania
29/07/07 - 19h:56m
No começo do livro, antes de começar o primeiro capítulo são apresentados dois poemas que estão abaixo:
Ó, o tormento produziu na raça humana, o opressivo grito da morte e a pulsação que atinge a veia, a hemorragia que ninguém pode estancar, a mágoa, a maldição que nenhum homem pode suportar. Mas há uma cura dentro da casa, e não fora dela, não, não de outros, e sim deles, da briga sangrenta deles. Cantamos a ti, deuses negros debaixo da terra. Agora ouvi vós, poderes bem-aventurados debaixo do solo – respondei o chamado, enviai ajuda Abençoai as criança, dê-lhes agora o triunfo.
Ésquilo, A Libação dos Portadores
A morte nada mais é que cruzar o mundo, como os amigos fazem com os mares; eles ainda vivem mutuamente. Pois é necessário a presença, para amar e viver no que é onipresente. Neste vidro divino, eles ficam cara a cara; e a conversa deles é livre, e também pura. Este é o conforto da amizade, apesar de lhes ter sido dito que morreriam, ainda assim a amizade e sociedade deles são, de certo modo, sempre presentes, por ser imortal.
William Penn, Mais Frutos da Solidão
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