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Porcaria sonora
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Nos tempos modernos, o tal do “pop” assumiu uma conotação deveras desagradável: ao invés de soar como algo bem construído para fácil assimilação, tornou-se uma equação adornada com cálculos profundamente matemáticos onde desde a cor dos fios de cabelos da fronte esquerda do baterista, os furos calculadíssimos do jeans do vocalista e a personalidade retrátil e introvertida do baixista têm que funcionar em prefeita sintonia.
O efeito devastador da técnica da “embalagem”, envenenado com a burrice/estupidez/sandice/ provinciana dessa banda dos trópicos!
A “novidade” da hora: Mcfly. Que eu nem sei se tem a ver (tomara q não, porque nesse caso, a subversão de valores é maléfica) com o admirável personagem da cine série “Back to the future” (que inclusive ensina o Chuck como se toca numa guitarra, um novo e revolucionário estilo).
“Méste”... primeiro os caras nem se dignaram a tocar ao vivo (mas estava lá toda parafernália de amplificadores, etc, pra enganar os idiotas do outro lado da tela e colaborar com a “postura atitude”). Perguntas respondidas: só aquelas que giram em torno do próprio umbigo (nem foi culpa deles, porque convenhamos que o Fausto Silva é outra contraproducente unanimidade aos domingos). Saldo final: desserviço com quem espera bons shows internacionais e total desperdício de cotas de patrocínio!
Sabe o que mais me revoltou? A desavergonhada comparação com os Beatles (a venda do produto Mcfly consistiu em anunciar que eles venderam mais que os Beatles). Eles só esqueceram de informar alguns detalhes: que a população mundial cresceu (em nenhum momento falaram em estimativas de comparação), as novas e arrojadas ferramentas tecnológicas que, digamos, facilitam e unem os mais diferentes pontos (afinal, existe “beatlemania” ou “mcflymania?).
Não é coisa de beatlemaníaco, até porque nem me considero assim, mas nem o pior álbum deles (Beatles), merece comparação com todos os outros do Mcfly que estão por vir!
Quer experimentar algo mais respeitoso no que diz respeito o pop? Algo muito mais prazeroso? Algo que realmente vale a pena? TAHITI 80!!!!!! A moçada da imagem de hoje! Discaço! Chama-se “Activity Center”.
Imaginem vocês que o disco é tão novo que nem imagem do dito cujo está disponível na rede! Mas o que ele tem de fresco (num bom sentido... fresco de novo, fresco de uma arrogância descomprometida e fresco porque é boooom mesmo!) tem de valoroso!
Não vá no youtube (as músicas novas n tem clip por lá ainda), tente baixar mesmo! Experimente as faixas, “All around”, “Come around” e imaginem vocês, “Brazil” (santíssima trindade do disco).
interlúdio: claro q a seleta audiência já teve acesso ao disco não é?
Ainda com uma boa dica como a de hoje, não para de sair da minha cabeça uma imagem: um grande maestro regendo um grande coro (pop) uníssono entoando “EGUINHA POCOTÓ”, heroicamente extraindo o melhor de suas vocações sonoras, paralelamente com a dançinha que acompanha o produto. Não... porque... nada melhor do que uma dançinha de simulação animalesca, para desenhar esse pavoroso retrato! Puta que pariu! Tome-vos no cú, povo de merda!
Afirmo aqui: pop não é doença. Mas... pop de merda é diferente de merda de pop?
Alguém ai, cante rapidinho alguma canção dos irmãos Hanson ou diga em pensamento o nome de alguém do elenco de High School Musical ou dos Rebeldes? O pop deveria ser como uma boa punheta: rápida e, naturalmente o fim de uma, não é o fim, é o começo da do outro dia (ou de mais tarde né?).
Amigo (a), se vc aí tem mais de 20 anos, pode até ser um punheteiro (a). Mas comece a se preocupar se você respondeu alguma dessas perguntas acima!
É... hoje o pop deveria ser assim! Uma punheta sem motivos ou identificação!
Loucura? Não consegue enxergar conexões? Som/música foi feito(a) pra deixar a gente de pau duro! Se vc não concorda, vá ouvir Mcfly!
ps: no caso da minha indicação, você pode até esquecer as canções um dia, afinal pop é assim mesmo, mas garanto que pelo menos elas lhe farão bem pelo tempo que você precisar delas... hehe... assim dizem os bons punheteiros!
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