VIVA NOSSA INDEPENDÊNCIA...
Semana da pátria... aposto que com esse frio, tem muito professor obrigando aluno a sair na rua pra cantar o hino! Seria isso uma forma de induzir a criança a dar valor à sua nação, ou apenas um modo de "exibir seu rebanho" perante a direção da escola, autoridades municipais e seja lá quem for que se faz presente nestes momentos?!
Realmente temos muito o quê comemorar! Não sei como Dom Pedro II ainda não foi canonizado... Sim, porque oportunista do jeito que é a igreja católica, bem que poderia estar vendendo imagens do "herói da independência nacional" em procissões Brasil afora!
Tentei ver como anda nossa imagem na grande rede, e pesquisando no site de busca "CADÊ", da Yahoo, ao digitar a palavra "Brasil", gostei das primeiras fotos...
Segue abaixo um poema escrito por este que vos posta, há mais ou menos uns quatro anos atrás, mas que (infelizmente) está bem atual.
INDEPENDÊNCIA E MORTE
Cante a nossa independência,
Parvo cidadão marionete!
Saia cedo, vá às ruas
Entoando gritos de amor à Pátria...
E lá, na principal avenida,
Marcha um exército de civis
(Pobre batalhão de zumbis)
Guiados pelo som de bumbos e pratos!
E a ave, chamada Liberdade,
Se de fato abriu as asas sobre nós,
Já se foi, não paira mais
Sobre as cabeças desse povo...
Pergunto-lhe então, caro amigo:
Que independência mentirosa é esta
Que está você a laurear?
Por que todos fazem festa e sorriem sem parar?
Sim, é bem verdade, já não somos mais colônia
De um país ou de um reinado;
Hoje somos propriedades de vários donos,
Uma nação sem nenhum legado!
Foi-se o nosso ouro
E o nosso pau-brasil
Compraram nossas fábricas,
Nossas florestas, nossas histórias!
Mataram nossos índios,
Decidiram os nossos destinos...
Oferecem-nos proteção.
Cobiçam nossa Amazônia!
E os governos se afundam
Nos tais fundos monetários
Tentando sanar as nossas dívidas
Com mais dívidas – quanta astúcia!
Saia agora, então, às ruas...
Comemore a independência,
Marche a glória da impotência
Exultando a nossa extinção!
Estufe o peito, desempregado!
Louve a Pátria, oh, sem teto!
Enquanto eu mendigo piedade
Você festeja, favelado...
Pois ao mesmo tempo em que comemoramos
Em grandes alvoradas festivas,
Os canibais do primeiro mundo
Agiotam-nos, gargalhando!
E sem vergonha, ditam as regras,
Impõe condições, mandam e desmandam,
Escravizam e exploram
Só porque são do G8
Comandados por Tio Sam
Que dizem ser comparte de satã,
Pois ambos são dominadores,
Exterminadores de raças e de povos!
Mas hoje, sete dias de setembro,
Eles nos mandam esquecer, fazem-nos festejar
E você, povo obediente,
Sai em marcha altiva, cantante...
Quero um dia, como você,
Poder finalmente comemorar
A independência do Brasil,
(E em nobres lágrimas me embargar!)
...
Na foto: eu, Pedrinho gritador, os tiozinhos do G8 e uma sigla que demonstra o quanto somos "independentes"...
(Música: "Bom Brasileiro", Cachorro Grande)
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1. lalybaranguinha 5/09/2006 - 14h58m
vc acredita q hj a gente teve q ir até a praça cantar o hino?
ahhauhauhahua
q bosta
ótimo poema viu!
e q fotos... nosso país ta com uma bela imagem mesmo
bjaum dick