22/02/05 - 19h:13mDenunciar

Trindade - Goiás / Igreja Nona



Saudade da Minha Terra



De que me adianta viver na cidade

Se a felicidade não me acompanhar

Adeus, paulistinha do meu coração

Lá pro meu sertão, eu quero voltar

Ver a madrugada, quando a passarada

Fazendo alvorada, começa a cantar

Com satisfação, arreio o burrão

Contando estradão, saio a galopar

E vou escutando o gato berrando

Sabía cantando o jequitibá



Por nossa senhora,

Meu sertão querido

Vivo arrependi por ter deixado

Esta nova vida aqui na cidade

De tanta saudade, eu tenho chorando

Aqui tem alguém, diz

Que me quer bem

Mas não me convém,

eu tenho pensado

eu digo com pena, mas esta morena

não sabe o sistema que eu fui criado

To aqui cantando, de longe escutando

Alguém está chorando,

Com rádio ligado



Que saudade imensa do

Campo e do mato

Do manso regato que

Corta Campinas

Aos domingos ia passear de canoa

Nas lindas lagoas de águas cristalinas

Que doce lembrança

Daquelas festanças

Onde tinham danças e lindas meninas

Eu vivo hoje em dia sem Ter alegria

O mundo judia, mas também ensina

Estou contrariado, mas não derrotado

Eu sou bem guiado pelas

mãos divinas



Pra minha mãezinha já telegrafei

E já me cansei de tanto sofrer

Nesta madrugada estarei de partida

Pra terra querida que me viu nascer

Já ouço sonhando o galo cantando

O nhambu piando no escurecer

A lua prateada clareando a estrada

A relva molhada desde o anoitecer

Eu preciso ir pra ver tudo ali

Foi lá que nasci, lá quero morrer





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