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TREM DE FERRO: A HISTÓRIA DE UM SONHO

TREM DE FERRO: A HISTÓRIA DE UM SONHO

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TREM DE FERRO: A HISTÓRIA DE UM SONHO



Este é um episódio que marcou época na vida da cidade, com sérios reflexos nos destinos da região do Serro. A história registra inúmeras tentativas para se levar até às ricas áreas de produção mineral e agrícola do Serro Frio uma estrada de ferro, considerada desde meados do século XIX como a única garantia de progresso estável. Era o tempo da exaustão dos garimpos e da expansão do Serro como importante área de abastecimento do estado, através da agricultura, pecuária, minério de ferro e manufaturas. Os estreitos caminhos dos tropeiros não eram mais suficientes e as esperanças de manutenção dos padrões de desenvolvimento recaíam então sobre o caminho-de-ferro. Assim, começaram a se suceder as gerações de lideranças e de políticos, em luta pelo novo símbolo da civilização ocidental.



O primeiro projeto parte de Teófilo Otoni, que concebeu o plano de ligar por uma rede rodo-ferroviária Caravelas, Filadélfia (Teófilo Otoni), Minas Novas, Diamantina e Serro. Uma das referências oficiais mais antigas a respeito de linhas para a região foi a Lei Provincial n.º 2.128, de 27/11/1875, que previa a construção de uma ferrovia que, partindo de Ponte Nova, seguisse por Santa Bárbara, Itabira, Conceição, Serro, Itamarandiba e Minas Novas, terminando no ponto navegável do Rio Jequitinhonha, em Araçuaí. Em 1881, é elaborado o Plano de Viação Férrea da Província de Minas Gerais, com a previsão de várias linhas cruzando o coração do estado, em demanda da região do Serro. Afinal, em 1879, a Câmara Municipal já apresentara uma justificativa irretorquível para isto : "somos o município mais central desta central Província de Minas". O representante da região na Assembléia Provincial, Padre Venâncio Ribeiro de Aguiar Café, em 1882, requer o prolongamento da estrada de ferro de Santa Bárbara a Peçanha. O Deputado Geral Dr. Vieira de Andrade é outro que frequenta a tribuna, levando as reclamações dos conterrâneos, alegando, entre outras razões, o fato de ser Peçanha a "Chicago brasileira" e classificando-a de verdadeiro celeiro.



Em 1890, já se registra no Serro a presença do Engenheiro Samuel Pereira, encarregado dos estudos para implantação de uma ferrovia de Serro a Itabira. Em 1907, a Estrada de Ferro Vitória-Minas penetra no estado, em direção a Serro e Diamantina, para beneficiar também Peçanha, Guanhães, Ferros e Conceição (650 Km). O traçado inicial compreendia em Minas, Natividade, Cuieté, Cachoeira Escura, Joanésia, Guanhães, Senhora do Porto, Serro e Diamantina. Mas, a construção da ferrovia acabou se articulando mais intimamente às decisões sobre o controle das jazidas e à política siderúrgica do governo brasileiro. Com a confirmação da boa qualidade das fontes de minério de ferro em Itabira, os ingleses compraram as jazidas (1911), assumiram também o controle da ferrovia e alteraram o seu percurso para aquela cidade. Outro elemento que teria contribuído para a alteração, segundo alguns historiadores, seria a velha rivalidade entre as vizinhas Serro e Diamantina. O falecimento do Presidente Afonso Pena em 1909, a posse do Vice Nilo Peçanha e a presença de Francisco Sá, filho adotivo de Diamantina, à frente do Ministério da Viação, teria mudado a história. "Com uma só penada", o governo substituíu o trecho de Santana dos Ferros ao Serro, da Estrada de Ferro Vitória-Minas, pelo trecho de Curralinho a Diamantina, através do Decreto n.º 7.455, de 08/06/1909. Segundo outros, a morte do Governador João Pinheiro, em 1908, teria também enfraquecido o projeto inicial. Em 1921, o Deputado Inácio Barroso vai à tribuna da Assembléia Legislativa, relembrar as razões do nordeste mineiro. Na indicação N.º 11, reitera então a velha reivindicação do Padre Café e solicita à Câmara Federal que aprove uma lei autorizando o Governo Federal a construir o "prolongamento da estrada de ferro de Santa Bárbara a Peçanha, atravessando os municípios de Itabira, Ferros, Conceição, Guanhães, Serro e São João Evangelista".



Sejam quais forem as verdadeiras razões que até hoje impediram a conclusão deste sonho, estudiosos (como José Moreira de Souza, professor e pesquisador) consideram que "a preterição do Serro no programa de estradas de ferro foi fatal para o desenvolvimento do Norte Mineiro". A conclusão de alguns deles é que adotou-se uma estratégia equivocada, optando-se por um centro consumidor (Diamantina), em detrimento dos centros produtores de então (Guanhães, Conceição, Peçanha, Minas Novas, Itamarandiba e Serro).









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Comentários (1)

guaraparibela
1. guaraparibela 27/03/2006 - 11h40m

NÃO DEU PARA EU PASSAR POR AQUI ONTEM. dEIXEI MEU COMENTARIO NA POSTERIOR.
BEIJOS E OBRIGADA PELA HOMENAGEM.

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