ÀS PORTAS DE OLVIEDO
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Frente ao perigo, ofereço o medo
Na surdina, canto samba-enredo
Não ouse bater o pé, pois não arredo
Quando não chego tarde, saio cedo.
Pra cada caricatura, um arremedo
Pra uva o vinho, a vinícula e o vinhedo
Nasci Pessoa, sou Bandeira e Azevedo
Quando a vida está triste, sorrio ledo.
Ao tom Brasília, sou tez Penedo
Frente a um acusado, aponto o dedo
Ante a democracia, só o ‘ódio-Figueiredo’.
Coração que bate forte, vence rochedo
A dor que fere a alma, eu tranco e vedo
Ao teu amor-deserto, levo o amor-arvoredo.
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(André L. Soares – 04.02.06 – Vila Velha/ES)
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A violação de direitos autorais é crime. Lei Federal 9.610, de 19.02.98.
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