14/02/06 - 13h:16mDenunciar

ÀS PORTAS DE OLVIEDO

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Frente ao perigo, ofereço o medo

Na surdina, canto samba-enredo

Não ouse bater o pé, pois não arredo

Quando não chego tarde, saio cedo.



Pra cada caricatura, um arremedo

Pra uva o vinho, a vinícula e o vinhedo

Nasci Pessoa, sou Bandeira e Azevedo

Quando a vida está triste, sorrio ledo.



Ao tom Brasília, sou tez Penedo

Frente a um acusado, aponto o dedo

Ante a democracia, só o ‘ódio-Figueiredo’.



Coração que bate forte, vence rochedo

A dor que fere a alma, eu tranco e vedo

Ao teu amor-deserto, levo o amor-arvoredo.

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(André L. Soares – 04.02.06 – Vila Velha/ES)

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A violação de direitos autorais é crime. Lei Federal 9.610, de 19.02.98.

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