ANTES DA TEMPESTADE
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De repente uma massa turva avança
Vinda dos confins dos mares
Como se quisesse engolir a cidade...
E as nuvens se mexem rápidas
Tal ensaiassem uma dança macabra
Ao som dos ventos que ameaçam
Alguns telhados pobres e frágeis.
Mas o sol, quase escondido atrás da montanha
Lançou ainda um pouco de sua luz
Como faria qualquer criança travessa
Fazendo brotar um curvilíneo arco-íris
Que atravessa a tempestade, como uma lança
Para mostrar que quando tudo parece ser escuro
Há sempre uma réstia de esperança.
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(André L. Soares – 12.01.06 – V. Velha/ES).
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