27/03/05 - 17h:38mDenunciar

LEITURA DE CORDEL

A arca de Noé para o dilúvio no Brasil



Zé Noé era um caboclo

De Acauã do Piauí

vivia mais do roçado

E com venda de piqui

Vez por outra na semana

Driblava a sorte tirana

Para ir pescar no poti.



Riqueza que possuía

Era a mulher rosa flor

Dez filhos da recompensa

Daquelas horas de amor

Tinha um burro e uma cadela

Além da vaca amarela

E um bezerro berrador.



Certo dia numa tarde,

Quando estava no roçado

Ele foi surpreendido

Com um estranho chamado

Logo ali ficou atento

Com a voz vindo do vento

Que lhe fez amedrontado.



Zé Noé de faca empunho

Com o olhar arregalado

Que nem pear no balseiro

Esperou o resultado

Nisso o vento soprou forte

E a voz com grande porte

Expressou-se de seu lado.



Zé pulou quase três metros

Desfiando o vento a faca

Cortou rama ao seu redor

Ainda quebrou estaca

E a voz disse: calma Zé!

Sou um anjo tenha fé

Perda o medo que lhe ataca.



Zé de susto ainda zangado

Cuspia a masca que tinha

E indagou que arrumação

Nestas horas me avizinha?

A voz sobre um clarão

Disse: o Pai da criação

Sobre tudo não adivinha.

... .... .... ....



BOM GENTE O RESTO CONTO NA PRÓXIMA

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