LEITURA DE CORDEL
A arca de Noé para o dilúvio no Brasil
Zé Noé era um caboclo
De Acauã do Piauí
vivia mais do roçado
E com venda de piqui
Vez por outra na semana
Driblava a sorte tirana
Para ir pescar no poti.
Riqueza que possuía
Era a mulher rosa flor
Dez filhos da recompensa
Daquelas horas de amor
Tinha um burro e uma cadela
Além da vaca amarela
E um bezerro berrador.
Certo dia numa tarde,
Quando estava no roçado
Ele foi surpreendido
Com um estranho chamado
Logo ali ficou atento
Com a voz vindo do vento
Que lhe fez amedrontado.
Zé Noé de faca empunho
Com o olhar arregalado
Que nem pear no balseiro
Esperou o resultado
Nisso o vento soprou forte
E a voz com grande porte
Expressou-se de seu lado.
Zé pulou quase três metros
Desfiando o vento a faca
Cortou rama ao seu redor
Ainda quebrou estaca
E a voz disse: calma Zé!
Sou um anjo tenha fé
Perda o medo que lhe ataca.
Zé de susto ainda zangado
Cuspia a masca que tinha
E indagou que arrumação
Nestas horas me avizinha?
A voz sobre um clarão
Disse: o Pai da criação
Sobre tudo não adivinha.
... .... .... ....
BOM GENTE O RESTO CONTO NA PRÓXIMA
Apenas quem tem uma conta no Flogão pode comentar.