Noites de Melancolia
Travo a batalha sem fim...
Dilacero-me contra as paredes que edifiquei
Na busca por um eu que já não encontro
Vivendo de passado
Sobrevivendo de lembranças
Em felicidades ilusórias, me entrego
Vestindo a mascara de Marte
Prosseguindo num mundo de sangue e guerra
Atrás dos escudos de meu próprio ego...
E assim sou Deus em meu mundo...
Fato... apenas em meu mundo
Penso ser como pedra, como espada, como rei
Mas à noite, artífice das trevas... Sempre trás consigo as lembranças
Levando me a um tempo que já não mais voltará
Instigando me a desejar o que já não posso controlar, não posso ter...
Felicidade que se espairece...
As notas me acompanham em um canto fúnebre
Lembro me das palavras ao vento
Das grafias que parecem nada dizer, em sua língua sacra
Pranto, melancolia, tristeza... quanto mais...
Então abro os olhos para o Tempo
Magister da sublime medicina
Que tudo cura, tudo transpassa...
Quanto tempo... Quantas lagrimas... Quanto mundo...
Liberta-me, em feridas que se curam...
Sustenta me, em sabedoria que se edifica
Recorda me das cicatrizes eternas...
Sentimento que consome...
Por: Rhadson Monteiro
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1. lordengel 23/10/2008 - 06h:37