09/03/06 - 17h:09mDenunciar

Alinhavei algumas reflexões e dados estimulado pela reunião sobre o Convention Bureau (que apóio), realizada nesta quinta-feira, 9/3/2006.



“UM LUGAR CHAMADO IMPERATRIZ...”



EDMILSON SANCHES



A Rede Globo de Televisão promove regularmente o “Globo Videochat”, isto é, um bate-papo de especialistas via Internet, com vídeo. Os especialistas falam, os internautas vêem, ouvem e fazem perguntas, comentários, sugestões. A Globo transcreve e coloca à disposição esse diálogo eletrônico.





Em um desses videochats, às 23 horas de um dia 8 de outubro (o ano não está especificado), o especialista foi Moisés Balassiano, professor doutor da Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro.





Desse videochat, faço referência a três internautas -- Jandira, Ângelo e Gomes. Jandira pergunta: “Qual região do país tem maior potencial para gerar empregos?” Responde o dr. Balassiano: “Potencial todos têm; a questão é aproveitá-lo. O Nordeste tem grande potencial, o que ele precisa é gerar demanda. A partir do momento que você tem uma demanda mais forte os mercados irão florescer. O problema todo no Nordeste, na minha maneira de ver, é o mercado consumidor.”





Ângelo pergunta: “O que é necessário para uma cidade progredir, assim como Macaé, por exemplo?” (Macaé é um município do estado do Rio de Janeiro.) Responde o professor da FGV: “Macaé teve a sorte de ter este grande potencial do petróleo. Este foi um fator natural que acabaram descobrindo e fez com que a vocação da região fosse direcionada para a exploração de petróleo. Uma cidade para poder se desenvolver deve ir atrás da sua própria vocação, que é em função de seus recursos, da qualificação da mão-de-obra local, do incentivo dos governantes, entre muitos outros fatores. Você vê o ABC paulista, que está tendo que redefinir sua vocação com a saída das indústrias automobilísticas, por exemplo.”





Agora, é Gomes quem indaga: “Professor, na região Nordeste, onde estão as ilhas de prosperidade e de melhores salários?” Moisés Balassiano responde: “Existem muitas. (...) O negócio é você se antecipar e descobrir os lugares em que as pessoas podem apostar. Por exemplo, no Piauí existem muitas possibilidades de Turismo. No Maranhão, existe um lugar que se chama Imperatriz, que é muito dinâmico. Você tem Campina Grande como centro tecnológico. Existem grandes possibilidades no Nordeste.”





Essas transcrições trazem-me muitas lembranças, especialmente agora quando se fala na possibilidade de implantação imediata, em Imperatriz, de um Convention & Visitors Bureau, uma espécie de escritório de apoio à captação e realização de eventos e suporte a visitantes. Esses bureaux existem nas grandes cidades do Brasil e do mundo. Sou a favor de que Imperatriz tenha essa entidade. Escrevo sobre essa idéia, falo nela e a defendo.





Sou a favor, também e precedentemente, de que esta cidade já tivesse acordado desse sono de Bela Adormecida em berço esplêndido. A falta de visão, de conhecimento, quando não má vontade e incompetência pura e simples, aliada a prioridades de ambição pessoal e gestão catastrófica ou temerária dos recursos que chegam até a Prefeitura, puniram a sociedade imperatrizense, que há muito já deveria ser agente e usuária do desenvolvimento que lhe é devido.





Para se ter uma idéia, se quiser chegar aos níveis de hoje do município de São Caetano do Sul (SP), Imperatriz levaria cerca de 15 anos (é claro que, quando decorresse esse prazo, a cidade paulista já estaria mais adiante).





E todos esses desmandos e desmantelos ocorrem porque as chamadas elites de Imperatriz não querem exercer o poder que têm, para cobrar resultados, transparência, participação, projetos consistentes e contínuos, postura dos agentes públicos e políticos.





Lembrando algumas palavras do professor Balassiano, o que Imperatriz sabe de suas potencialidades? Quais as demandas? Qual é o tamanho do mercado de consumo de Imperatriz e região? É pouco, é suficiente? Em que pode ser ampliado, diversificado? Quais os cenários e o que as transformações socioeconômicas, as variáveis políticas e de infra-estrutura podem impactar nossa cidade? (Lembremo-nos de que já há previsão orçamentária federal -- cerca de R$ 12 milhões de reais -- para construção de aeroportos em Açailândia e Balsas. Qual o impacto disso na economia, no turismo receptivo de Imperatriz, se os aeroportos finalmente forem construídos e funcionarem? Imperatriz ainda manteria sua “hegemonia” em termos de opção das linhas aéreas? Como se preparar para isso? Quem está estudando isso? Cidades que têm planejamento já estão tratando do ano 2020 -- enquanto, em Imperatriz, não se sabe sequer o dia seguinte...).





Continuando nas palavras-chave do professor Moisés: O que é necessário para uma cidade progredir? Qual é a vocação deste município? Pode-se apostar nesta cidade? Como? Em quê? Temos de saber essas e muitas (e põe muitas

Comentários (1)

marygatafofa
1. marygatafofa 19/03/2006 - 22h11m

....@(';')@........ Paxando
0==/--\==0..... para deixar a
...../___\.......... minha
....._| |_........... marquinha!!
Qdo der paxa nu meu tah!?
BeijinhuSs
¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨)
(¸.•´ (¸.•`
marysousa

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