19/12/04 - 21h:02mDenunciar

Naquele Brasil antigo, perdido no desengano

Seu Cabral chegou nadando e não preocupou com nada

Deu ordem à rapaziada, mandou barrer o terreiro



- Me chame o pai do chiqueiro que hoje eu quero forró, toré, samba, catimbó que eu já virei brasileiro.



Foi gente de todo tipo na festa de seu Cabral

Português de Portugal, raceado no Oriente

Negão bebeu aguardente, caboclo foi na Jurema

Seu Cabral pediu um tema, danou-se a cantar poesia até amanhecer o dia numa viola pequena.



No fim da festa e da farra Cabral não sentiu preguiça

Mandou logo rezar a missa pra ficar aliviado

Chamando o padre, apressado, mandou começar ligeiro

Botando ordem no terreiro, com seu maracá na mão

Jurando pelo alcorão que era crente verdadeiro!



Mas na hora da verdade quando passou a cachaça

Seu Cabral sentou na praça caiu na reflexão

Disse:

- Esta situação sei que nunca mais resolvo!



Então falou para o povo:

- Juro que me arrependi, o Brasil que eu descobri queria cobrir de novo!!



Mestre Ambrósio - Fuá na Casa de Cabral

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