19/08/07 - 12h:39mDenunciar

Edu Falaschi e Kiko Loureiro



Mark Kirby, do eJazzNews, recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista Kiko Loureiro, onde ele fala sobre suas influências musicais. Confira um trecho da matéria:



eJazzNews: Como foi a sua infância? De que tipo de família você veio - classe baixa, média ou alta?



Kiko: Eu vim de uma família de classe média. Meus pais puderam me dar um violão decente, e pagar algumas aulas particulares.



eJazzNews: Que tipo de música tocava em sua casa enquanto você crescia?



Kiko: A princípio Bossa Nova e outros gêneros da música brasileira por parte de minha mãe, e música clássica por parte de meu pai. A música brasileira sempre foi a música que eu mais respeitei e admiro. Eu a misturei com Rock e Heavy Metal conforme fui conhecendo através de discos e vídeos.



eJazzNews: Quando você começou a estudar música? O que te levou a isto?



Kiko: Eu tinha onze anos quando comecei com as aulas de violão clássico. Eu tive aulas particulares de violão acústico por dois anos. Em 1984, quando eu tinha 12 anos, o KISS veio para o Brasil. Era a turnê do "Creatures Of The Night", um evento grandioso. Fiquei mais apaixonado por música e Rock. Aos 13 ganhei minha primeira guitarra. Naquele ano também tivemos um grande festival no Brasil chamado Rock in Rio. Foi um enorme evento. QUEEN, IRON MAIDEN, OZZY, SCORPIONS, AC/DC e WHITESNAKE participaram. Aquele evento me fez ver a música com um ar mais sério. No ano seguinte, eu descobri os guitarristas virtuosos da América do Norte como Steve Vai, Joe Satriani e Greg Howe. Mas ao mesmo tempo, eu estava tocando coisas legais como Baden Powell enquanto ia descobrindo a magia e a complexidade de Wayne Shorter, Coltrane, Miles Davis, Charlie Parker entre outros. Eu sempre tive aulas particulares com professores da comunidade de músicos do Brasil. Hoje, eu uso os dois estilos em minhas músicas. Eu toco meu estilo de "Rock Guitar" no meu álbum solo "No Gravity" e música brasileira no "Universo Inverso".



eJazzNews: Há diferenças, musicalmente, entre São Paulo e Rio e o Nordeste do Brasil? Há diferenças regionais e étnicas na música em diferentes partes do Brasil?



Kiko: Óbvio! O Brasil é maior que a Europa! Nós temos uma inacreditável variedade de estilos, culturas e etnias; somos uma mistura de índios nativos, europeus e africanos. Os índios não foram eliminados como nos EUA, Chile e Argentina. Os africanos puderam continuar com suas tradições culturais, diferentemente dos EUA, tocando percussão e praticando sua Macumba (coisa de Voodoo). É por isso que nossa música é realmente baseada em percussão e canto, mantendo uma certa similariedade com países como Cuba e Caribe.



A entrevista completa (em inglês) pode ser conferida no site www.ejazznews.com.

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