12/01/09 - 16:17Denunciar

Rafael Bittencourt

Em entrevista a revista Roadie Crew, na edição nº 120 (Janeiro/2009), Rafael Bittencourt falou sobre a atual situação do Angra e o desentendimento com Aquiles Priester. Segue um trecho da entrevista:

Já falando de antigos bateristas do Angra, é claro que temos de citar a entrevista dada pelo Aquiles Priester e o Hangar à Roadie Crew (número 110). O que você teria a dizer sobre suas acusações?

Rafael: Eu achei que foi uma atitude do Aquiles meio infantil, de utilizar de mídia para ficar expondo o que acontece internamente dentro do grupo. Foi uma falta de respeito com os fãs e com os integrantes colegas dele. Com os fãs porque andou falando que não quer mais estar no grupo, que quer sair, sendo que o Angra o levou a ser conhecido, fez que amadurecesse musicalmente. Ele chegou muito mais cru do que é hoje. Foi um ato muito imbecil, muito infantil da parte dele em cuspir no prato em que comeu, desmerecendo um dos maiores grupos do Brasil, que foi o berço da sua vida profissional como músico. Foi uma atitude muito ingrata, que mostra uma falta de caráter muito séria, e isso magoou não só a mim, mas todos na banda. Prova disso é que todos estranham o Aquiles, pelo fato de ele ter virado as costas e ter tentado me transformar em um “Judas”. Fez com que toda a banda perdesse a confiança nele, o que mostra que ele pode fazer isso com qualquer um.

Sem clima para ele tocar com vocês, muito se falou de que o Ricardo Confessori poderia voltar. Tem alguma chance de essa pequena reunião acontecer?

Rafael: Olha, chance tem, porque eu ainda não sei qual vai ser o futuro próximo quanto ao baterista. Os quatro – Kiko, Felipe, Edu e Eu – temos nos falado muito. Estamos programando voltar a ensaiar e reestruturar, voltar à ativa com uma turnê em março. Mas com relação ao Aquiles está incerto. Eu gostaria que ele desse uma satisfação para a banda sobre qual o posicionamento dele, para o público também, se está ou não no grupo. Se ele quiser ficar no Angra, a banda já soube contornar maus momentos – essa é uma coisa do Angra, respeitar e saber sair de maus momentos, por isso estamos completando 17 anos – e estamos saindo de um mau momento, mais uma vez. Mas, para discutir a permanência dele no grupo, primeiro ele precisa fazer um pedido de desculpa formal para o público, que não merece ficar no meio desse fogo cruzado, que é muito feio. Fazer música não é isso, não podemos deixar o Heavy Metal, que já é um estilo segregado, transformar-se em Revista Caras, em fofoca. E, quanto ao desentendimento que tivemos, eu e o Aquiles, foi uma traição de confiança muito grande saber que ele estava investindo só na banda dele, o Hangar. Nos momentos de crise que as pessoas se revelam. Perceber que ele não estava fazendo nada para ajudar, muito pelo contrário, estava torcendo contra e atrapalhando em muitos casos para que o Angra só afundasse... Essa má contribuição é o que levou a um desentendimento sério que tivemos e em que os dois perderam a cabeça.

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