08/04/09 - 11:30Denunciar

Rafael Bittencourt e Edu Falaschi

Se até pouco tempo seria impossível unir os fãs do metal extremo com os de metal melódico, a nova turnê conjunta de Angra e Sepultura vai acabar com o tabu. As duas maiores respresentantes do estilo no país colocam o pé na estrada em maio para uma turnê que deve passar por mais de 20 cidades brasileiras. Para falar dessa nova empreitada, o Yahoo! Brasil entrevistou o guitarrista do Angra, Rafael Bittencourt, que entre outras coisas, também comentou a volta do baterista Ricardo Confessori ao grupo.

[Yahoo!] O Angra ficou dois anos parados. A banda vai voltar só para esta turnê ou pretende gravar material inédito? O Ricardo Confessori vai participar?

Rafael: A ideia é gravar coisa nova sim, depois da turnê. Por enquanto o Ricardo e o Angra estão namorando, mas idéia é casar.

[Yahoo!] Como foi a volta do baterista Ricardo Confessori para o Angra?

Rafael Bittencourt: Eu tenho um projeto solo, o Bittencourt Project, e o Thiago Bianchi (Shaman) participa do CD. Então ele sugeriu que eu chamasse o Ricardo para conversar. Nossa amizade estava congelada musicalmente, então nós conversamos e sincronizamos. Para mim, era muito mais vantajoso chamar o Confessori, que conhece o grupo e ajudou a formar a musicalidade do Angra, do que um baterista novo que não conhece nossa maneira de trabalhar. Eu conheço o Ricardo e ele me conhece, cada um sabe quais são os limites um do outro.

[Yahoo!] O que significa a volta do Ricardo Confessori para o Angra?

Rafael: Dentro da banda, eu e o Kiko Loureiro, sempre valorizou as formações. Quando houve outras trocas eram porque as pessoas não queriam ficar na banda. Eu nucna quis trocar a formação e essa volta é um resgate das nossas origens. O Ricardo ajudou a construir o estilo da banda. Ele tem na mão o rock pesado, o rock dos anos 70, mas também tem a música brasileira e este é o estilo do Angra, a mistura do rock com a música brasileira.

[Yahoo!] No site do Shaman, o Ricardo Confessori disse que vai levar os dois projetos em paralelo. Angra e Shaman podem tocar juntos?

Rafael: Talvez... se ele aguentar. Todos nós temos projetos paralelos e a gente tende a não misturar muito. Senão, todo munto vai querer colocar seu projeto solo para abrir o show do Angra, eu, o Kiko, o Edu Falaschi. Todo mundo quer divulgar seu projeto e a ideia é criar períodos para não interferir na agenda do Angra. Por isso, se ele quiser fazer shows com o Shaman nos períodos em que o Angra não tem nada agendado, não terá nenhum problema.

[Yahoo!] E como fica seu projeto solo?

Rafael: Eu vou fazer shows paralelamente ao Angra, contanto que não atrapalhe a turnê. Estou em fase de divulgação do álbum e vou continuar.

[Yahoo!] Angra e Sepultura tem estilos distintos. Você acha que união das duas bandas nesta turnê será uma surpresa para os fãs ou o público de heavy metal no Brasil já está mais eclético?

Rafael: Os fãs de metal no Brasil não são super ecléticos, a maioria é bem xiita. Mas é uma tentativa de unir a cena metal e isso beneficia o fã. Está muito dificil para as bandas de metal nacional fazerem shows, por causa da quantidade de shows internacionais que nós temos. Por isso, a ideia é trazer uma novidade. Vai ser como um minifestival, porque terão bandas de abertura que estão começando a carreira. Cada cidade por onde a turnê vai passar terá as bandas novas daquele local, mas ainda não tem manda fechado.

[Yahoo!] Há dez anos essa turnê seria possível?

Rafael: Acho que não, mas eram outros tempos. As duas bandas estavam em momentos diferentes da carreira. Tanto o Angra como o Sepultura estavam fazendo show s fora do Brasil. O Sepultura ficava lá nos Estados Unidos, e o Angra estava focado na Europa e no Japão. Hoje as duas bandas estão mais voltadas para o marcado brasileiro. Foi o destino que trouxe as duas bandas até aqui.

[Yahoo!] O que o público pode esperar do set list do Angra para esta turnê?

Rafael: Será um apanhado de toda a nossa carreira. Nós vamos tocar as músicas que mais marcaram a carreira da banda.

[Yahoo!] Angra e Sepultura pensam em levar a turnê para fora do país?

Rafael: A ideia é levar sim. Pensamos principalmente em levar para a América Latina, Europa e Japão. Mas Vamos esperar para ver o que vai acontecer.

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