05/10/09 - 12:09Denunciar

Kiko Loureiro

Em plena atividade, o guitarrista e compositor Kiko Loureiro encontra tempo em sua agenda apertada entre WorkShops, palestras e turnês com sua banda Angra, para realizar um novo álbum. Com lançamento no Brasil, Japão e outros países da América Latina, seu trabalho solo, "Fullblast", chega às prateleiras.

Depois de outros dois álbuns solos completamente diferentes um do outro, Kiko demonstra nas doze canções instrumentais que ilustram esse terceiro CD um passeio por diversos ritmos.

O músico abusa e experimenta. Vai desde o Rock, com riffs pesados e solos muito bem elaborados, passando por brisas harmoniosas como em "Excuse Me", por exemplo. "Vai Embora, Corisco!" traz um baião elétrico com direito até ao tão conhecido triângulo, usado na música nordestina.

Versátil, o álbum soa delicado em "A Clairvoyance", feroz em "Whispering", passando pela calma "Mundo Verde", com belos arranjos; a canção tocada com violão soa toda brasileira.

Junto de Kiko, estão o baixista e companheiro da banda Angra, Felipe Andreoli, e para completar o time, o percussionista andreense Da Lua e o baterista norte-americano Mike Terrana.

Toda essa mistura soa naturalmente por conta da bagagem musical do músico.

As músicas começaram a nascer ano passado, com composições diárias e descontraídas feitas por Kiko, ora em casa, ora durantes as turnês. Pequenas ideias que depois ganham mais vida e se tornam canções.

Figura conhecida internacionalmente do público Heavy Metal, Kiko surpreende. É fã de música brasileira e de músicos como Baden Powell, Ulisses Rocha e Yamandu Costa. Diz que o Rock está segmentado, e que o caminho da música é a mistura, "Sempre gostei de violão, nunca abandonei, tento trazer isso para a guitarra, tento trazer essa coisa Mário de Andrade para a música", conta.

Entre tantos novos experimentos, estão aulas de guitarra com toque brasileiro para alunos norte-americanos em Hollywood, apresentação em festival de Jazz na Itália e participações em shows de nomes como Arismar do Espírito Santo, Nelson Aires, Toninho Ferragucci, entrando em outra confraria de músicos.

Segundo Kiko, trabalhar com novos ritmos e abraçar o violão é um desafio. "Eu sempre corro atrás de situações adversas para poder crescer como músico", afirma.

Com um currículo de vários trabalhos e participações realizadas, Kiko ainda consegue achar novos desafios. "Tenho um sonho de fazer um trabalho só com violão, mas preciso estudar mais, o violão será um desafio", conta.

Matéria originalmente veiculada pelo site Diário do Grande ABC por Vinícius Castelli

Photo by Paula Mordente

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