Ricardo Confessori

O Angra está prestes a lançar no mês de agosto o seu sétimo álbum de estúdio, “Aqua”, e como prévia para o seu lançamento disponibilizou o single “Arising Thunder” para download gratuito e veiculou “Lease Of Life” na Kiss FM, importante rádio de São Paulo.

Agora, os músicos do ANGRA soltarão periodicamente suas impressões acerca de cada faixa contida em “Aqua”, até que o material físico seja lançado dia 11 de agosto no mercado japonês.

Desta feita, Rafael Bittencourt (guitarrista) e Ricardo Confessori (baterista) discorrem sobre a quinta faixa do supracitado trabalho, “The Rage Of The Waters”:

Ricardo Confessori: "Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer por todo apoio que vocês deram para meu retorno ao ANGRA. Fica aqui o meu Muito obrigado! Para todos os que torceram por mim e sempre acreditaram no meu trabalho, tenham certeza que dei o meu sangue em cada nota registrada em 'Aqua'. Acredito que é um dos álbuns mais fortes de toda minha carreira na música! Valeu mesmo por todo o suporte, esse disco foi feito Pra vocês!

A minha maior contribuição em termos de composição foi numa música que se tornou muito forte, impactante!

'The Rage Of The Waters' começou com uma idéia de batera, um lance meio afro- latino, pra resgatar um lado do ANGRA que ficou nas nossas memórias pra sempre – o CD 'Holy Land'. Aproveitando toda idéia da minha volta pra banda e dos ensaios no sítio que foi usado na época do 'Holy Land' e também da vontade de se fazer um resgate ao estilo de composição da época, essa canção representa uma homenagem à importância do ANGRA na cena Mundial e brasileira.”

Rafael Bittencourt: "O Ricardo Confessori mostrou uma gravação caseira com as idéias iniciais para essa música. Elas soavam bem diferentes do que estão agora, mas ele tinha uma visão muito clara de como ela deveria ficar. Foi um processo bem interessante uma vez que ele tinha referências do 'Holy Land', e eu e Felipe estávamos tentando fazê-la de uma forma mais contemporânea no ANGRA. O resultado ficou uma mistura de clássico-moderno que me agrada muito.

A letra foi escrita três vezes e é comum. Primeiro falei sobre uma batalha, mas não encaixava no contexto. Na segunda vez falava sobre a ruptura da amizade entre irmãos, mas esse tema já estava sendo explorado no álbum. Decidi então escrever sobre o resumo da estória; mas perdão, maturidade e vingança já tinham sido abordados por meus amigos. Estava lendo sobre como Shakespeare gostava de usar os quatro elementos para representar nossas emoções e intenções.

Então depois de ler o texto pela sétima vez, percebi que a tempestade criada por Próspero era como um personagem escondido e muito importante. A fúria das águas era a personificação da ira de Próspero e a transformação desse elemento. A calma seria sua habilidade madura de superar seus sentimentos de vingança. Também acredito que Shakespeare achasse que a Era de Aquarius seria a do perdão e entendimento entre os povos, mas isso é minha opinião pessoal.”

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