ALMAH

Em comemoração ao lançamento nacional do novo álbum de estúdio da banda Almah, “Motion”, a equipe da MS Metal Press preparou um texto descritivo do trabalho, ilustrando alguns dos aspectos que os ouvintes encontrarão no disco.

A contagem regressiva começa...

01. Hypnotized: Como poderíamos defini-la para o leitor em apenas duas palavras? Certamente, as palavras seriam: técnica e agressividade. Sim, “Hypnotized” é um verdadeiro soco no estômago do ouvinte. Após a breve introdução, com uma belíssima dobradinha dos guitarristas Paulo Schroeber e Marcelo Barbosa, a velocidade e o peso saltam aos ouvidos pegando a todos de surpresa. “Hypnotized” é uma canção vigorosa, que já revela a drástica mudança no direcionamento musical do quinteto. E que mudança! Edu Falaschi soa agressivo em toda a faixa, conseguindo resultados mais impressionantes dos que foram constatados em músicas como “King” e “Torn”, ambas também de autoria do artista. O cantor usa e abusa dos drives, destilando linhas que fixam na memória logo de cara, conduzindo-nos a um refrão que se adéqua à segurança constante da cozinha composta por Felipe Andreoli e Marcelo Moreira, baixista e baterista, respectivamente! A sensação deixada através dessa abertura é que, no decorrer da audição, estaremos diante de um material que foge completamente do previsível. Sensação esta, que é reforçada ainda mais, quando lembramos que o Almah conta em suas fileiras com dois músicos do Angra.

02. Living And Drifting: A sensação deixada pela faixa anterior se confirma com “Living And Drifting”, que adiciona mais elementos modernos ao material e, principalmente, eleva o ritmo frenético de “Motion” ao extremo. A faixa é bem pra frente, permitindo que o ouvinte consiga facilmente imaginá-la sendo cantada em uníssono pelos fãs, nos shows da nova turnê da banda. Ela é o tipo de composição que funciona bem ao vivo! O seu andamento é vibrante, possui solos melodiosos que contrastam com a roupagem pesada das bases e, mais uma vez, a interpretação do vocalista Edu Falaschi é digna de nota. Ouvindo “Living And Drifting”, é nítido perceber que o cara se divertiu muito gravando esse disco, tamanha é a desenvoltura apresentada por ele na canção. Realmente muito bom!

03. Days Of The New: Essa aqui é muito especial! Todos na redação elegeram-na como o grande hit do disco. Até nos surpreendemos por “Days Of The New” não ter sido escolhida para ser o primeiro vídeo clipe dessa nova fase do Almah. Ela começa com bases pesadas, muito groove, e vai certamente remeter o ouvinte mais atento aos bons momentos de bandas como Down e Pantera. E, apenas para completar a observação feita sobre a desenvoltura de Edu Falaschi na música anterior, Paulo Schroeber é outro que certamente se sentiu muito a vontade dentro dos processos de composição e gravação de “Motion”. Pra quem acompanha a carreira do gaúcho, sabe de certo que ele sempre privilegiou o peso em todos os seus trabalhos. Voltando para a estrutura de “Days Of The New”, tente imaginar as influências citadas acima, somadas com inserções de elementos de Stoner, e um dos refrões mais belos que Edu Falaschi já compôs em sua carreira! O resultado não poderia ser outro: Clássico!

04. Bullets On The Altar: “Bullets On The Altar” traz consigo um tema forte e que foi muito bem conduzido pelos seus compositores. Nela, vemos a evolução de Edu Falaschi como letrista, passando agora a abordar assuntos mais próximos do cotidiano das pessoas. A música carrega texturas que se aproximam levemente do Pop, aliadas a um andamento cursivo e que acompanha perfeitamente a narrativa. As melodias foram muito bem construídas, mostrando que a música do Almah privilegia o grupo como um todo, e não apenas esse ou aquele músico. Mais um refrão que fica na memória, além dos solos sempre eficientes de Schroeber e Barbosa.

05. Zombies Dictator: A quinta faixa de “Motion” se caracteriza por ser a junção perfeita do Metalcore estadunidense com o Heavy Metal Tradicional. É nessa música que o Almah apresenta o seu primeiro convidado especial, o vocalista da banda Fúria Inc., Victor Cutrale. E a tal citada miscelânea é revestida por bases intrincadas, diversas variações de tempo, arranjos primorosos do baixista Felipe Andreoli, e um refrão que levará os fãs do Angra ao deleite. Em tempo, e que vale ser ressaltado, é o resultado obtido pelo dueto de Falaschi e Cutrale. Unir dois cantores com estilos tão díspares, dentro de uma mesma música, e estar diante de um resultado tão positivo quanto esse, é realmente animador.

06. Trace Of Trait: “Trace of Trait” não é uma canção rápida. Ela na verdade se vale de altas doses de groove - com destaque para os arranjos precisos do baterista Marcelo Moreira -, peso, e solos eficientes a cargo dos sempre competentes Marcelo Barbosa e Paulo Schroeber. Tudo é muito bem linkado, atrelando-se aí um refrão que é impossível não fixar na memória após algumas poucas audições. Nesse aspecto, Edu Falaschi proporciona um show de interpretação, aliando sua voz marcante ao seu melhor momento como letrista. “Trace of Trait” carrega uma mensagem forte, direta, e que propõe com muita inteligência uma reflexão sobre a existência de aspectos autodestrutivos, que mais parecem estar geneticamente intrínsecos aos seres humanos. De fato, vale muito à pena acompanhar a música com o encarte em mãos. http://www.youtube.com/watch?v=R7ftBEq2ON8

07. Soul Alight: Essa é sem dúvidas a mais pesada do material e, ao mesmo tempo, é a que possui o refrão mais singelo. E, devo admitir, que essa fórmula adotada pelo Almah deu muito certo no decorrer da audição da obra. A banda cerca-se de muito peso o tempo todo, baixa afinação e groove. Todavia, ao mesmo tempo, evidencia belas linhas de voz, solos melodiosos e refrões que rapidamente cairão no gosto dos fãs. Desta forma, acredito que o quinteto brasileiro conseguirá agradar tanto aos que gostam de sonoridades mais extremas e modernas, quanto aos fãs de Heavy Metal e, até mesmo, Power Metal. “Soul Alight” é um belo exemplo dessa afirmativa!

08. Late Night in ´85: Sim, “Late Night in ´85” é a nova balada do Almah. Mas não se engane, pois ela tem também um direcionamento completamente diferente do que Edu Falaschi está habituado a compor. Essa faixa está mais para os momentos de calmaria de bandas como Pantera e Black Label Society, do que para canções emocionais como “Bleeding Heart”, “All I Am” e “Lease of Life”. O tema aqui tratado é bastante pessoal para o cantor, e é um dos grandes momentos encontrados em “Motion”.

09. Daydream Lucidity: Se ainda estava faltando algo mais experimental em “Motion”, “Daydream Lucidity” veio para sanar esse anseio. A música marca também a participação do vocalista do Shaman, Thiago Bianchi, além de ser evidente uma maior contribuição do baixista Felipe Andreoli em sua construção. Fora o fato de possuir muitas variações dos andamentos e bases voltadas para o Thrash Metal, é muito gratificante poder ouvir dois dos mais influentes vocalistas do Metal brasileiro atuando juntos, dentro de uma conjuntura tão inusitada.

10. When And Why: E não é que o novo álbum do Almah finaliza com uma bela canção acústica, onde o seu direcionamento foi composto voltado para o Country?! Sim, o Almah encerra (ou inicia) a mais ousada fase de sua carreira com uma música conduzida pelo, também violonista, Marcelo Barbosa e pela marcante voz de Edu Falaschi. “When And Why” encerra “Motion”, da mesma forma como ele foi iniciado, agregando traços de ousadia, talento e imprevisibilidade.

O álbum “Motion¨ tem o lançamento no Brasil confirmado para hoje, dia 16 de setembro, através da Laser Company, para logo em seguida ser disponibilizado na Europa e América Latina em 14 de outubro, através da AFM Records e Icarus Records, respectivamente; e Japão em 19 de outubro via Victor JVC.

MS Metal Press

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