Kiko Loureiro

GUITAR PLAYER

Kiko Loureiro divulgou neste fim de semana a arte de capa e o primeiro single de seu próximo disco-solo, 'Sounds of Innocence'. O lançamento no Brasil está previsto para o início de julho. 'Conflicted' é o nome da faixa disponibilizada, a qual pode ser encontrada para download grátis em seu site. "É uma música mais pesada, que é o que imagino que a galera gosta", contou o guitarrista ao site Guitar Player. "Tem uma estrutura um pouco mais complexa, mais progressiva".

Sobre a abordagem, o público encontrará um repertório variado, conforme ele nos adiantou. "Sou muito ligado à parte de levadas, de como apresentar uma ideia melódica. Então, cada música tem um estilo: uma é mais metal, outras mais blues ou pop, há duas faixas um pouco mais simples, totalmente diferentes de 'Conflicted'. O disco também tem elementos brasileiros, algo que é natural para mim, nada forçado".

Produzido pelo próprio guitarrista, 'Sounds of Innocence' teve a mixagem de um colaborador de longa data seu, o competente Dennis Ward. O trabalho acaba uma espera de três anos, desde 'Fullblast' (2009). "Estou bem contente com o resultado. Acho que saiu bastante variado na forma como toquei as músicas. No lado de composição, gostei das melodias que fiz. Isso é algo com que me preocupo bastante, do cara se prender pela música em si".

Para as gravações, Kiko Loureiro contou com Felipe Andreoli (baixo/Angra) e Virgil Donati (bateria/Planet X, Steve Vai), além das participações de Doug Wimbish (Living Colour) e de percussionistas, incluindo o brasileiro Dalua. "Embora tenha sido gravado por um trio, esse disco é um pouco como o 'No Gravity' [2005], porque as faixas têm muitos canais. Gosto de construir várias linhas de guitarra sobrepostas. Assim, você tem, às vezes, duas ou quatro guitarras-base, a guitarra-solo e até mais uma ou duas para overdubs. Sempre faço, pelo menos, umas quatro ou cinco linhas de teclado. Então, apesar de sermos um trio, há teclados e percussão. Uma coisa interessante é o lado multinacional do material: a bateria foi gravada em Hollywood [EUA], o baixo no Brasil, gravei todas as guitarras na Finlândia, uma música, a com o Doug Wimbish, foi gravada em Nova York [EUA] e a mixagem aconteceu na Alemanha, onde também gravei mais algumas guitarras. Foi um disco feito com muito carinho e muita preocupação, tanto na escolha dos músicos, dos estúdios, como quem iria mixar e masterizar".

http://guitarplayer.uol.com.br/?area=detalheNoticia&id=4628

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