Kiko Loureiro

O #ThrowbackThursday de hoje é a matéria que foi publicada no blog da Guitar Player Magazine sobre o 70,000 Tons Of Metal 2013:

"Quão inusitado pode ser um viking vestido a caráter comendo em um luxuoso bufê de um cruzeiro no mar do Caribe? E que tal mais de 2.000, desculpe-me a expressão, metaleiros e metaleiras invadindo uma ilha do Atlântico chamada Grand Turk, com suas águas cristalinas e população creole de menos de 4.000 habitantes? Um tsunami humano vestido de preto, tachas, piercings e tatuagens.

E mais: o que me dizem de um salão de gala do cruzeiro proporcionar uma noite de karaokê, com alemães encharcados pelas incontáveis canecas de cerveja vociferando hinos do metal extremo?

Essa experiência sem igual aconteceu no fim de janeiro, no 70000 Tons of Metal Cruise, que se autodenomina o maior cruzeiro de metal do planeta. O Angra estava lá representando o Brasil nessa viagem multicultural, em que bandas e fãs de todos os cantos do mundo navegam por um dos sete mares.

Como todo bom cruzeiro que se preze, havia sol latente, mar infinito, piscinas e jacuzzis, orgias gastronômicas, garçons de camisetas floridas, garotas de biquínis minúsculos passando protetor solar e todos os atrativos que nos fazem querer flutuar por quatro dias trancafiados em um barco, conversando com a própria bile.

Desde as 13h até as 4h da manha, três palcos – um deles na piscina, um teatro gigantesco e um outro menor – recebiam o que há de novo e tradicional no metal mundial, despejando uma massa sonora no oceano.

Nosso show foi ótimo e contou com um convidado ilustre nos vocais, o italiano Fabio Lione (apresentaremos este mesmo show no festival Live ‘N’ Louder, em São Paulo, dia 14 de abril, no Espaço das Américas). Mostramos nossa música para inúmeros fãs de gostos e interesses diferentes. Um clima de festival, no qual pudemos aprender e conhecer o que acontece nesse meio musical – uma pesquisa de marketing completa.

Todos os dias, depois dos shows, o karaokê lotava à espera do nascer do sol. Diversas outras atividades entretiveram os passageiros, como uma jam com os músicos presentes e uma grotesca competição de barrigadas na piscina – como não havia antidoping alcoólico, os europeus “esponjas” levavam uma vantagem desleal, graças aos seus volumes abdominais já amortecidos e curtidos pelo etanol.

Que sejamos convidados para os próximos anos, pois se desligar do mundo normal por uns dias é algo que todos nós precisamos
..."

Kiko Loureiro @ Guitar Player

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