Marcelo Barbosa

Porto de Galinhas, 31 de dezembro de 2015.
Estou aqui, durante as últimas horas de 2015, em frente à praia, com minha família e pensando em como escrever sobre o ano que está findando. Costumo fazer um post de fim de ano com uma retrospectiva, não para me vangloriar publicamente das conquistas mas sim porque acredito que daqui a algum tempo esses posts serão um excelente fonte de informação para mim mesmo ou a quem possa interessar. O tempo passa e a gente esquece muita coisa. 2015 foi um ano bastante atípico a começar pelo fato de eu ter completado 40 anos. Há alguns anos, eu me imaginava de outro jeito com essa idade. Sei lá, mais velho do que me sinto ou me vejo. Apesar de ter completado esta idade marcante, chego a esquecer que já vivi esse tempo. Me sinto muito parecido como era aos 25 ou 30. Ainda bem, porque 2015 não deu folga e me sinto muito grato por poder terminar o ano tendo alguns dias de descanso neste lugar maravilhoso. Em meio a tantas gravações, ensaios, shows, viagens, aulas e workshops o ano voou e fica a impressão de que vivi bem mais do 365 dias nele.
Fazendo um apanhado rápido das coisas que me vêm à mente lembro de alguns fatos que mais me marcaram 2015. Completamos com a Zero10, uma década tocando todos os sábados como banda residente do UK Music Hall. Sem dúvida um recorde para a cidade, quiça para o país. Tive minha vida e trajetória como objeto de estudo de uma tese de mestrado, defendida pelo Caio Mourão na UNB.
Encerramos a tour do Unfold com uma turnê nos EUA, que iniciou no ProgPower, festival que sempre tive vontade de tocar. Tive a honra de ter as baterias do meu CD solo Nêgo gravadas pelo monstro Thomas Lang. Gravei mais um CD com o Almah, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2016.
Tive a honra de produzir em Brasília, junto a meus parceiros do GTR um workshop com Steve Vai e outro com Andy Timmons. Fui convidado a ingressar no Angra, substituindo o Kiko. Toquei pela segunda vez na vida no Rock in Rio, festival que influenciou diretamente a minha vida enquanto adolescente. Gravei participações especiais nos CDs do Alírio Netto, Rodrigo Rossi e Luis Arantes. A Jones Jeans lançou um lindo modelo de tênis signature Marcelo Barbosa. Iniciei ao lado dos meus parceiros Felipe Andreoli, Bruno Valverde e Alirio Netto o projeto Heavy Pop com o qual nos apresentamos várias vezes e, 2015.
O ano termina e fica a sensação de dever cumprido. A intensidade foi alta, me senti esgotado em muitos momentos mas valeu muito à pena e espero que as sementes plantadas em 2015 floresçam magnificamente em 2016. Sei que para todos os brasileiros não será um ano fácil, mas sei também que quem tem atitude e sabe se reinventar supera qualquer obstáculo.
Aproveito para agradecer a todos os meus parceiros de bandas e do GTR Instituto de Música em especial ao Marcel Carvalho, Cocota, Clovis Reis, Luciana, Tamara Barbosa (Mamis) e Vania Machado, que cuidam de maneira tão especial dos GTRs e compraram o sonho deste doido que vos fala. MUITO OBRIGADO por mais um ano.
Desejo a todos vocês um ano de 2016 repleto de saúde, paz e realizações. Estou aqui, a cada dia, torcendo silenciosamente por cada guerreiro que decide, apesar das dificuldades, lutar para viver de música e de arte em um país como o nosso. No que eu puder ajudar estarei aqui pra vocês. Sempre! Força, foco e fé!
Quebrem tudo em 2016!


Marcelo Barbosa

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