26/11/04 - 18h:43mDenunciar

Workshop On Line



Veja a seguir mais uma parte do Workshop On Line de Kiko Loureiro:



Amplificadores - Parte II



Continuando a conversa sobre amplificadores do último mês...

Estava falando do uso do pedal de distorção somado à saturação da válvula do amplificador... Como disse anteriormente, prefiro usar a saturação bem forte e o pedal para "empurrar" um pouco. Assim, tenho um som pesado e claro nas bases, e o solo confortável com o ganho extra proporcionado pelo pedal. É sempre legal fazer experiências com as variações possíveis destas dosagens. Por exemplo, colocando a saturação do ampli baixa e o pedal com volume e distorção forte. Desta forma, a característica da distorção do pedal, seu volume e tone irão atuar mais. Tente experimentar com um pedal de drive fraco e um distortion para ver a diferença de timbre. Repare um pouco nos equipamentos de certos guitarristas, o Zakk Wild já usa um super-overdrive em um Marshall, enquanto o Vai e Satriani usam um distortion. Vocês vão notar quantos usam este esquema para saturar o ampli. Falando das outras regulagens, cada amplificador tem uma resposta diferente quando variamos os graves, médios ,agudos e presença. De uma forma geral é legal ter em mente que a guitarra tem que soar pesada, com corpo e bem presente, nítida em relação aos outros instrumentos de uma banda. Assim, os graves normalmente colocamos na máximo, em se tratando de som com distorção. Em alguns amplificadores pode soar um pouco demais, daí é só tirar um pouco. Para sentir mais o grave, o tipo de caixa (um, dois ou quatro auto-falantes) é uma variante fundamental. Não preciso dizer que a de quatro falantes são as mais encorpadas. Outra coisa importante que ajuda a ter mais grave é tirar as rodinhas das caixas e deixar ela em contato com o chão. Caso o palco for de carpete ou madeira o grave vai projetar mais intensamente também. É claro que o microfone que está na "boca" do falante não capta esse grave, por isso em gravações colocamos um mic um pouco mais afastado e às vezes um atrás da caixa para justamente captar só o grave. Para o som limpo a regulagem do grave requer mais atenção. Normalmente a mesma regulagem do grave da distorção é um pouco exagerada para o limpo, pois provavelmente de “sobrar” grave nas cordas graves e vai embolar com o baixo. Por isso, alguns amplificadores têm dois canais com regulagens diferentes de equalização para limpo e sujo. Outros guitarristas mais abonados usam amplificadores específicos para o som sujo e outro para o som limpo. A regulagem do médio também é uma coisa bem importante, pelo fato da guitarra ser um instrumento que trabalha na região de freqüência média. Afinal não adianta querer que a guitarra seja só grave e pesada, pois numa banda o peso e grave é função da bateria( bumbo, tons e surdo) e baixo. Assim temos que saber regular o médio de uma forma bem aparente , para a guitarra "cortar" o som e se sobressair na faixa média, na mesma onde o teclado trabalha. Se você tirar o médio, quanto toca sozinho em casa, achando que a guitarra soa mais “pesada”, com certeza, na hora que você for tocar com sua banda e guitarra vai embolar com o baixo e batera. Eu particularmente coloco bastante médio no ampli. Mais ou menos entre 4-6 para base e 5-7 para solo. Um pouco mais para o solo, obviamente pelo fato dele ter que sobressair mais ainda. Claro que tudo isso varia de acordo com o ampli. Os de rock mais antigos são mais médios, anasalados e outros mais modernos menos



É isso aí... Qualquer coisa que faltar ou dúvidas relacionadas ao assunto e sugestões, mande um e-mail ou postem no Fórum.



Grande abraço!

Comentários (1)

heavymetalforlife
1. heavymetalforlife 27/11/04 2:55

Olha a criança brincando...olha...
Ele debulha, só tem um gênio boçal...
Iuhuuuuuu Angra hoje no Ceará Music, e eu tô lá!!!

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