08/12/04 - 23h:13mDenunciar

ANGRA



"TEMPLE OF SHOWS"



Você pode chamar o Angra do que quiser, desde que suas afirmativas rondem algo como o maior fenômeno da música pesada no Brasil desde o Sepultura. É a inegável realidade que o show da banda nos traz. Se na turnê de “Rebirth” comemorava-se o retorno da ‘marca’ e a entrada dos novos integrantes, em “Temple Of Shadows” celebra-se o novo lançamento e, na verdade, toda a carreira desta que é, agora sim, uma entidade definitiva do Heavy Metal mundial.

Caso resolvamos analisar eventos de metal, é até covardia. Não comparo os conjuntos, mas sim o envolvimento do público, o sentimento que move uma cidade nas vésperas de cada apresentação.

Mais assustador é quando percebemos que os resultados não só ultrapassaram os de artistas da mesma vertente, mas também de vários daqueles que estão realmente na cena principal do Brasil.

Milhares de pessoas num show do Angra, sem qualquer banda de abertura que pudesse atrair seu próprio grupo de fãs específico, ou algo do tipo? Fogos no palco, uma estrutura imensa, um investimento que se mostrava, até então, praticamente provinciana? Ou talvez só ligada à ala mais pesada do Metal? Um coral de vozes ensurdecedor clamando o nome do grupo, de seus ídolos, e estremecendo o chão literalmente em cada intervalo? Sinceramente, é de arrepiar só pelo clima instaurado e a exuberância. Porém, falamos de algo além...

Quantidade é ótimo, contudo, se a qualidade vem em igual proporção, é porque realmente vale a pena toda a vibração. É a prova de que tudo ali faz algum sentido e que aqueles, logo ali, em cima do palco, merecem os espectadores que têm.

Via-se uma nação febril, os pés batiam no chão, o nome “Angra” repetia-se incansavelmente, e naquele momento, qualquer manifestação ‘individual’ já era inútil. A massa havia tomado conta de cada um!

A introdução “Deus Le Volt!” começa e a situação maravilhosamente se agrava. Mais uma dose de cólera, a qual, todavia, cede um pouco, pelo exagero na duração da música incidental. Os presentes saúdam por cinco, seis minutos, uma banda que não está no palco. Haja gogó e animação. No entanto, passa, dali em diante tudo sairia muito bem.

Se você sentiu falta de certas características nacionais em “Temple Of Shadows”, vá ao show e comprove o set list mais brasileiro da história do Metal. Não só as músicas escolhidas, mas toda a execução, os instrumentos incluídos, os batuques, as performances dos músicos, os movimentos que fazem. A melhor imagem fica com Rafael Bittencourt na introdução de “Never Understand” e “The Shadow Hunter”. Noutro momento magnífico, Felipe Andreoli e Kiko Loureiro juntam-se a Bittencourt para o grande espectro local de uma quase Timbalada em “Carolina IV”. Espelho das raízes de um país, que nenhum gringo consegue definir. É metal brasileiro, e não precisa mais nada. Diferente de qualquer outro.

Durante a execução das novas composições, embasbaquei-me com o entrosamento do conjunto. A técnica e a precisão exigidas pelas músicas é tal que poucas bandas conseguiriam sequer reproduzi-las ao vivo. Com a perfeição que foram apresentadas então, nem se fala. Dá a impressão de que o Angra está ensaiando este show há anos.

Kiko Loureiro e Aquiles Priester transcenderam e não há qualquer exagero nesta afirmação. Andreoli também assusta. No entanto, presenciar especialmente os dois primeiros tocando seus instrumentos é contemplar o inimaginável. Como fazem tudo aquilo? Ainda mais com aquelas caras de quem está alegremente tomando uma sopa, sentado num sofá. Eles fluem com ritmos, melodias e harmonias. Instrumento-corpo-mente não se desligam um segundo. Formaram um todo!

Edu Falaschi está muito bem, dominando mais o palco e a audiência. Parece sentir-se livre. Suas características bem próprias, já detectadas na época de Symbols, ganham um realce. Merece relevo maior, penso eu, principalmente na agressividade fantástica de sua voz. Porém, paulatinamente este lado vai se adequando ao grupo.

Se o peso é um pedido, nem precisamos esperar pelo próximo álbum. Depois de “Nova Era”, e duas horas de material puramente do Angra, já sem muito esperar, um riff cavalo surge, e é simplesmente “Raining Blood”, do Slayer! Quem pensou que ficaria só na introdução, como fez o Dream Theater, enganou-se. O baixista banca os vocais e a bordoada rola solta a cada compasso. Um final a nível do restante de um show apoteótico!



* Texto inspirado num review feito por Thiago Sarkis do Whiplash *

Comentários (5)

forevercpm
1. forevercpm 8/12/04 23:20

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........................(@.@) ......................
..... ====oOOo=(_)=oOOo=======l
......|.......participe da campanha..............|
......|...(F.F.F) Faça um flogueiro Feliz e uma fã do cpm tbm..|
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......|..mim que eu vou ficar muito feliz.|
......|.......e vou deixar um para vc.......|
......========tá?====Oooo====
Se gostar me adcione aos seus favoritos.

angra
2. angra 8/12/04 23:52

Hail all!
Beleza galera?
O titulo da foto (Temple Of Shows) é proposital, pois tem haver com o
texto e os acontecimentos do novo show da banda.
Queria aproveitar e agradecer a todos pelos comentários.
Muito obrigado pela força!
Abraços!
;-)

eddiemurray
3. eddiemurray 9/12/04 0:01

eh verdad o angra representa bem o brasil...falow

daskverna
4. daskverna 9/12/04 1:20

essa foto ta massa!!! mas tipo ..... o show dos cara ta muito louco .......
mas o Edu nos dois shows que eu vi(dessa turnê), não cantou porcaria nenhuma
.... aki em são luís doia de escutar ele desafinando! abraços

shutupandkissme
5. shutupandkissme 9/12/04 11:23

TVAH DANU UM ROLEH PUR AQUI I AXEI SEU FLOG.....TAH
LINDAUM....SHOOWWWWWWWWWW... BUNITIM D+++++++++++++++ MSM VIU???? BJAUM PRA
TI.....PASSA LAH NU MEU VIU?????I RESPOND A NOSSA ENQUET....BJAUM PRA
VCS.......FUI...

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