30/09/04 - 07h:17mDenunciar

Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro na Cover Guitarra


Guitarras Impossíveis:

Rock progressivo, Milton Nascimento, Hansi Kursch, Kai Hansen e temática questionando
a religião são influências do novo disco do Angra, que funde elementos das mais variadas origens

Em seu novo CD, Temple Of Shadows, o Angra investe em um trabalho que traz a soma de elementos bastante distintos. A música brasileira surge com as participações especiais de Milton Nascimento (Late Redemption) e a pianista Silvia Góes (Sprouts Of Time). O Heavy Metal Melódico internacional é representado por Hansi Kursch, do Blind Guardian (Winds Of Destination) e Kai Hansen, do Gamma Ray (Temple Of Hate).
Com fortes influências do rock progressivo, o álbum tem como tema a história ficcional de um cavaleiro cruzador, The Shadow Hunter, ambientada no século XI. O questionamento contundente sobre o efeito da religião na
humanidade é um dos pontos temáticos mais importantes. Saiba tudo sobre esse CD e também sobre o momento atual do grupo em entrevista exclusiva recheada de declarações fortes.

Cover Guitar - Façam um balanço dos quatro anos da atual formação do Angra. Quais características se mantiveram, o que mudou?

Rafael Bittencourt - Em outubro, faremos 13 anos de carreira. Estamos lançando nosso quinto álbum de estúdio. Lançamos 13 álbuns ao todo, incluindo trabalhos ao vivo, EPs e singles. Acho que essa nova formação está bem entrosada, podemos usufruir um pouco de toda a bagagem que a gente foi acumulando durante esses anos todos.

Kiko Loureiro - No Rebirth, a gente manteve o estilo de composição, mas só essa mudança de cozinha e de vocal já trouxe novos elementos, uma nova linguagem. Mantivemos o nosso estilo, o som do Angra, nossa forma de compor, de como ver música e de fazer um heavy metal diferenciado do das bandas européias. A mudança foi rápida, já saímos gravando um novo trabalho logo, não teve tempo de um conhecimento do pensamento musical dos integrantes.
Cada um fez o seu melhor, e o resultado do Rebirth em termos de aceitação, vendas e público foi muito bom, acima do que a gente esperava, e principalmente no Brasil nos elevou a um patamar maior do que estava. Conseguimos nos manter bem no Japão e na Europa, o que é uma coisa rara quando ocorrem mudanças na formação de uma banda. No Temple Of Shadows, já sabemos o que cada um pensa em termos musicais, no que cada um é melhor, quais os nossos anseios, o entrosamento entre nós está bem melhor.


Cover Guitar - Boa parte desse disco foi gravado no Brasil. Antes, vocês chegaram a gravar tudo na Inglaterra, na Alemanha. O que os levou a essa nova postura?

Rafael Bittencourt - Fomos trazendo aos pouco as gravações para o Brasil. O primeiro e o segundo disco foram totalmente feitos na Inglaterra. No terceiro, a pré-produção foi feita no Brasil e gravamos na Inglaterra.
No quarto disco, que é o Rebirth, fizemos a pré-produção aqui, gravamos as bases na Alemanha e voltamos para o Brasil, onde gravamos solos de guitarra, violões, vozes, orquestras etc. A mixagem e a masterização rolou na
Alemanha. Desta vez, invertemos tudo. As bases foram gravadas no estúdio Mosh, em São Paulo, fomos muito bem recebidos e ficamos surpresos com todo o aparato que eles tem. Depois, fizemos as vozes na Alemanha. 80% do trabalho ocorreu no Brasil, com mixagem e masterização.

Confira a matéria completa na edição 118/Outubro de 2004 da Revista Cover Gui>Kiko e Rafael são os destaques da revista Cover Guitarra de Outubro. A publicação traz uma entrevista de seis páginas com os dois músicos, falando sobre a gravação de Temple Of Shadows, as participações especiais, as várias texturas do álbum e a carreira de 13 anos da banda. Além disso, a matéria tem mais três páginas com alguns trechos de alguns de seus clássicos distrinchados para analisar a técnica refinada dos dois guitarristas.



Guitarras Impossíveis:



Rock progressivo, Milton Nascimento, Hansi Kursch, Kai Hansen e temática questionando

a religião são influências do novo disco do Angra, que funde elementos das mais variadas origens



Em seu novo CD, Temple Of Shadows, o Angra investe em um trabalho que traz a soma de elementos bastante distintos. A música brasileira surge com as participações especiais de Milton Nascimento (Late Redemption) e a pianista Silvia Góes (Sprouts Of Time). O Heavy Metal Melódico internacional é representado por Hansi Kursch, do Blind Guardian (Winds Of Destination) e Kai Hansen, do Gamma Ray (Temple Of Hate).

Com fortes influências do rock progressivo, o álbum tem como tema a história ficcional de um cavaleiro cruzador, The Shadow Hunter, ambientada no século XI. O questionamento contundente sobre o efeito da religião na

humanidade é um dos pontos temáticos mais importantes. Saiba tudo sobre esse CD e também sobre o momento atual do grupo em entrevista exclusiva recheada de declarações fortes.



Cover Guitar - Façam um balanço dos quatro anos da atual formação do Angra. Quais características se mantiveram, o que mudou?



Rafael Bittencourt - Em outubro, faremos 13 anos de carreira. Estamos lançando nosso quinto álbum de estúdio. Lançamos 13 álbuns ao todo, incluindo trabalhos ao vivo, EPs e singles. Acho que essa nova formação está bem entrosada, podemos usufruir um pouco de toda a bagagem que a gente foi acumulando durante esses anos todos.



Kiko Loureiro - No Rebirth, a gente manteve o estilo de composição, mas só essa mudança de cozinha e de vocal já trouxe novos elementos, uma nova linguagem. Mantivemos o nosso estilo, o som do Angra, nossa forma de compor, de como ver música e de fazer um heavy metal diferenciado do das bandas européias. A mudança foi rápida, já saímos gravando um novo trabalho logo, não teve tempo de um conhecimento do pensamento musical dos integrantes.

Cada um fez o seu melhor, e o resultado do Rebirth em termos de aceitação, vendas e público foi muito bom, acima do que a gente esperava, e principalmente no Brasil nos elevou a um patamar maior do que estava. Conseguimos nos manter bem no Japão e na Europa, o que é uma coisa rara quando ocorrem mudanças na formação de uma banda. No Temple Of Shadows, já sabemos o que cada um pensa em termos musicais, no que cada um é melhor, quais os nossos anseios, o entrosamento entre nós está bem melhor.





Cover Guitar - Boa parte desse disco foi gravado no Brasil. Antes, vocês chegaram a gravar tudo na Inglaterra, na Alemanha. O que os levou a essa nova postura?



Rafael Bittencourt - Fomos trazendo aos pouco as gravações para o Brasil. O primeiro e o segundo disco foram totalmente feitos na Inglaterra. No terceiro, a pré-produção foi feita no Brasil e gravamos na Inglaterra.

No quarto disco, que é o Rebirth, fizemos a pré-produção aqui, gravamos as bases na Alemanha e voltamos para o Brasil, onde gravamos solos de guitarra, violões, vozes, orquestras etc. A mixagem e a masterização rolou na Alemanha. Desta vez, invertemos tudo. As bases foram gravadas no estúdio Mosh, em São Paulo, fomos muito bem recebidos e ficamos surpresos com todo o aparato que eles tem. Depois, fizemos as vozes na Alemanha. 80% do trabalho ocorreu no Brasil, com mixagem e masterização.



Confira a matéria completa na edição 118/Outubro de 2004 da Revista Cover Guitarra.

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