19/10/04 - 18h:33mDenunciar

Aquiles Priester na revista Batera & Percussão



Superação Coletiva



Depois de ter que comprovar sua competência como novo baterista do Angra no álbum "Rebirth", Aquiles Priester é hoje verdadeiramente adorado pelos fãs do grupo. O espaço foi definitivamente conquistado, e Priester alcançou o posto de ícone. Mas com o novo disco, o grupo passa para um nível bem mais alto que estava até então. O trabalho é um divisor de águas e apresenta uma linha instrumental rica e refinada, que impressiona qualquer ouvinte. Segundo Aquiles, esse foi um dos discos mais trabalhosos de sua vida. Mas, sem dúvida, todo o esforço valeu à pena. A banda arrancou elogios do público e da crítica Japonesa e Européia, e mostrou uma capacidade inequívoca em misturar elementos que variam da Música Flamenca ao Progressivo, por exemplo, só para citar alguns. Em entrevista à equipe da Batera, Aquiles contou todos os detalhes da gravação, do processo de composição e confessou que teve muito mais liberdade na hora de registrar suas baterias em "Temple Of Shadows".



B&P - Algumas faixas do novo disco transitam numa atmosfera mais progressiva. Esse tipo de mudança foi planejada ou aconteceu naturalmente?



AP - Uma coisa engraçada é que essas músicas ficaram mais curtas para o disco. Na versão demo, elas tinham muito mais viagem (risos). Fomos encurtando as partes. No processo de composição, fomos escrevendo as canções para, no final, ver o que ficaria como bônus e o que estaria fora do contexto. Só que dessa vez o disco não terá faixas-bônus em nenhum lugar do mundo. São 11 músicas mais a introdução e o encerramento, que tiveram que ficar no disco. Arrumamos uma maneira de colocá-las no CD porque percebemos que aquilo era uma obra inteira. Se tirássemos alguma coisa, ia fazer falta. Uma faixa que retrata bem a nossa liberdade de expressão é a “Shadow Hunter”. Ela é progressiva ao extremo. O começo dela tem uma forte influência da música flamenca, e no meio uns coros meio Yes. Falando assim, parece impossível estar tudo na mesma música. Mas conseguimos trabalhar todas as composições para que elas não ficassem com cara de colagem. Isso porque tem muitos discos de bandas de prog-metal em que você diz que algumas partes das músicas estão se confrontando completamente. Cada vez que escuto nosso novo CD, fico superfeliz pelo resultado inteiro. Lógico que se você pegar uma música ou outra, a impressão que se tem é que está faltando alguma coisa, mas quando se ouve a obra inteira pronta, faz sentido. Esse não é um disco que para ouvir em uma festa, no meio da gritaria ou balada. É preciso atenção para escutar todos os detalhes nas vozes, no instrumental e nas harmonias, que são bem legais. Dessa vez usamos um a orquestra de verdade, que é uma coisa que a banda nunca tinha feito. Tudo isso ajudou a enriquecer cada vez mais o resultado final.



B&P - Vocês pretendem lançar um DVD desse disco novo?



AP - Vamos gravar alguns shows ao vivo mas só no final da turnê, que é quando as músicas já estão mais “amaciadas”, e também porque ainda não sabemos a reação das pessoas com relação às canções escolhidas para serem tocadas ao vivo. Com o tempo, o público já vai conhecer mais esse trabalho e vai participar mais dos shows. O nosso único DVD foi gravado na 18º apresentação da banda com a formação atual. Foi meio arriscado porque nunca tínhamos tocado juntos, e em tão pouco tempo o grupo já estava gravando o primeiro DVD. Fizemos alguns shows com algumas músicas do Temple... e foi demais! Algumas coisas vazaram pela internet porque o disco foi lançado primeiro no Japão. Quando executamos essas canções, deu para perceber que o público quis ouvir com mais cuidado, queria ver exatamente o que estava rolando no palco. Na minha opinião, esse CD vai elevar a banda um outro patamar porque, como estamos há mais tempo juntos, soamos muito melhor. Naturalmente, depois de tanto tempo, individualmente cada um está tocando melhor tanto ao vivo como em estúdio. Se fosse usar uma palavra para definir o resultado desse trabalho, seria Superação. Todo mundo, em todos os aspectos, conseguiu melhorar.



Confira a entrevista completa na edição 86 (Outubro/2004) da Revista Batera & Percussão.

Comentários (5)

ninjagiraia
1. ninjagiraia 19/10/04 18:40

angra muito massa

shamaniaca
2. shamaniaca 19/10/04 18:46

hehehe... ficou maneiro com a máscara :p ...bjinhus! ^^
/shamaniaca atualizado!

angelmetal
3. angelmetal 19/10/04 19:35

E AI KARAR ... SEU FLOG TAH PARABENS MELHOR ... MUITO LEGAL ESSA MATÉRIA AÍ
Q VC POSTOU ...VALEW!!! BJÃO!!!

eddiemurray
4. eddiemurray 19/10/04 19:42

pow tu soh tras info massa...bem legal...falow

kikoloureiro
5. kikoloureiro 19/10/04 21:49

Ele explicou a parada da mascara num workshop, ele eh d+!!!!
Flw!!

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