07/08/04 - 21h:00mDenunciar

HAJA O QUE HOUVER ...

Haja o que houver, eu estarei sempre com você





Na Romênia , um homem dizia sempre a seu filho:



- Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado.



Houve, nesta época um terremoto de intensidade muito grande, que quase arrasou as construções lá existentes nesta época.



Estava nesta hora este homem em uma estrada. Ao ver o ocorrido, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho nesta hora estava na escola.



Foi imediatamente para lá. E a encontrou totalmente destruída. Não restou, uma única parede de pé...



Tomado de uma enorme tristeza. Ficou ali ouvindo, a voz feliz de seu filho e sua promessa (não cumprida).



Haja o que houver: Eu estarei sempre a seu lado.



Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição. A voz de seu filho e sua promessa não cumprida, o dilaceravam. Mentalmente percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando sua mãozinha. O portão (que não mais existia); Corredor... Olhava as paredes, aquele rostinho confiante. Passava pela sala do 3º ano, virava o corredor e o olhava ao entrar .



Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajeto. Portão... Corredor... Virou a direita... E parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe Olhava tudo desolado. E continuava a ouvir sua promessa Haja o que houver, eu sempre estarei com você. E ele não estava...



Começou a cavar com as mãos. Nisto chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo:



- Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém. - Vá para casa.



Ao que ele retrucava:



- Você pode me ajudar? Mas ninguém o ajudava, e pouco a pouco, todos se afastavam. Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida. Haviam outros locais com mais esperança.



Mas este homem não esquecia sua promessa ao filho, a única coisa que dizia. para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era : - Você pode me ajudar? Mas eles também o abandonavam.



Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa.



- Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo? Você ainda vai por em risco a vida de pessoas que queiram te ajudar pois continuam havendo explosões e incêndios. Ele retrucava :



- Você vai me ajudar? - Você esta cego pela dor não enxerga mais nada. Ou então é a raiva da desgraça. - Você vai me ajudar? Um a um todos se afastavam Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos , mas não se afastava dali. 5 - 10 – 12 – 22 – 24 - 30 horas. Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu:



- Pai ...estou aqui!



Feliz fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou:



- Você esta bem?



- Estou. Mas com sede, fome e muito medo.



- Tem mais alguém com você?



- Sim, dos 36 da classe 14 estão comigo, estamos presos em um vão entre dois pilares.



Apenas conseguia se ouvir seus gritos de alegria ..



- Pai, eu falei a eles: Vocês podem ficar sossegados, pois meu pai irá nos achar. Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora ... Haja o que houver, meu pai, estará sempre a meu lado.



- Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco .



- Não! Deixe eles saírem primeiro... Eu sei ; que haja o que houver... Você estará me esperando!



(Esta história é verídica)



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A minha homenagem especial ao meu pai que consequentemente, é um tanto quanto pai dos meus filhos.



Na pessoa dele, abraço aos pais do mundo inteiro e especialmente de todos os amigos flogueiros, onde quer que eles estejam.



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