22/01/06 - 11h:40mDenunciar

Meninas do Ontem.



Eduardo O. Queiroz.











Quando as vi meninas,



Com sardas, traquinas,



Não as vi femininas,



Simplesmente meninas.







Nem lhes dei tanta atenção,



Despenteadas, pés ao chão,



Colo de bonecas,



Tímidas, discretas.







Cresceram, desabrocharam,



Casaram-se, foram mães.



Não têm mais bonecas,



Nem o jeito sapecas.







Os filhos já se casaram,



As rugas apareceram,



Sobrancelhas circunflexas,



Olhos cansados, circunspetas.







Amadureceram sem sorrisos,



Pouco amaram, por “juízo”.



Casamentos arranjados,



Noivos despreparados.







Cumpriram bem o seu papel equivocado,



As doces mulheres do passado,



Nem sei se tiveram um único orgasmo,



Viveram sem motivos, sem entusiasmo.







Qual foi a causa, quem são os culpados?



O "egoísmo", as “culpas” e “pecados”,



A "moral", a "ética"... Tudo errado,



Criados para castrar os sonhos apaixonados.







O amor é vida, é luz e felicidade,



Que os homens destroem por pura maldade,



Preferem as aventuras, a permissividade,



Das damas das ruas e da promiscuidade.







Mas não para as mulheres “suas”



Que a essas não se poderia vê-las nuas.



Pois que pertenciam somente a eles.



Só suas, totalmente suas.



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