09/02/05 - 18h:12mDenunciar

Escreva sua própria vida





Suponha que alguém lhe deu uma caneta



Você não pode ver quanta tinta tem. Pode secar logo depois das

primeiras palavras ou durar o suficiente para você criar uma

esplêndida obra (ou diversas); ou que durasse para sempre.

Você não sabe até que você comece.



São as regras do jogo, você realmente nunca sabe. Você tem que examinar cada possibilidade!



A regra do jogo não obriga você a fazer qualquer coisa. Você pode,

ao invés de usar a caneta, deixá-la em uma prateleira ou em

uma gaveta onde secasse sem ser utilizada.



Mas se você decidisse usar, o que você faria?

Como você jogaria esse jogo?

Você iria planejar e planejar antes de escrever cada palavra?

Seus planos seriam tão extensos que você nunca começaria?



Ou você colocaria a caneta na mão e simplesmente escreveria, esforçando-se para prosseguir com um monte de palavras?



Você escreveria cautelosamente e com cuidado, como se a caneta

secasse no momento seguinte, ou você fingiria ou acreditaria

(ou fingiria acreditar) que a caneta escreverá para sempre?

E sobre o que você escreveria: sobre amor? Ódio? Divertimento?

Miséria? Vida? Morte? Nada? Tudo?



Você escreveria sobre si mesmo? Ou sobre os outros?

Ou sobre si mesmo sob a ótica dos outros?

Suas letras seriam trêmulas e tímidas ou brilhante e realçada?

Enfeitadas ou simples?



Você escreveria mesmo? Uma vez que você tem a caneta,

nenhuma regra diz que você tem que escrever.

Você rascunharia? Borrões ou desenhos?

Você permaneceria nas linhas, ou não veria nenhuma linha,

mesmo se estivessem lá? Há muito o que pensar sobre isso, não é?



Agora, suponha que alguém lhe deu uma vida...







Tradução de Sergio Barros





Música: (clique no play para ouvir)

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