09/08/06 - 07h:59mDenunciar

O Abraço de Deus!



Uma avó conta que certo dia sua filha lhe telefonou do pronto-socorro.

Sua neta, Robin,de apenas seis anos,

tinha caído de um brinquedo no pátio da escola

e havia ferido gravemente a boca.



A avó foi buscar as irmãs de Robin na escola

e passou uma tarde agitada e muito tensa, cuidando das crianças, enquanto aguardava

que a filha retornasse com a menina machucada.



Quando finalmente chegaram, as irmãs menores de Robin correram para os braços da mãe.



Robin entrou silenciosa na casa e foi se sentar na grande poltrona da sala de estar.



O médico havia suturado a boca da menina com oito pontos internos e seis externos.

O rosto estava inchado, a fisionomia estava modificada e os fios dos cabelos compridos estavam grudados com sangue seco.



A garotinha parecia frágil e desamparada.



A avó se aproximou dela com o máximo cuidado. Conhecia a neta, sempre tímida e reservada.



“Você deseja alguma coisa, querida?”, perguntou.



Os olhos da menina fitaram a avó firmemente e ela respondeu: “quero um abraço.”







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À semelhança da garotinha machucada, muitas vezes desejamos que alguém nos tome nos braços e nos aninhe, de forma protetora.



Quando o coração está dilacerado pela injustiça, quando a alma está cheia de curativos para disfarçar as lesões afetivas, gostaríamos que alguém nos confortasse.

Quando dispomos de amores por perto, é natural que os busquemos e peçamos:



abrace-me.



Escute-me.



Dê-me um pouco de carinho.



Um chá de ternura.



Contudo, quando somos nós que sempre devemos confortar os outros, mais frágeis que nós mesmos, ou quando vivemos sós, não temos a quem pedir tal recurso salutar.



Então, quando estivermos ansiosos por um abraço consolador nos nossos momentos de cansaço, de angústia e de confusão, pensemos em quem é o responsável Maior por nós.



Quando não tivermos um amigo a quem telefonar para conversar, conversemos com nosso Pai. Sirvamo-nos dos recursos extraordinários da oração e digamos tudo o que Ele, como onisciente, onipresente e onipotente já sabe, mas que nós desejamos contar para desabafar, aliviar a tensão interna.



Falemos das nossas incertezas e dos nossos dissabores, sobre as nossas decepções e nossos desacertos e nos permitamos sentir o envolvimento do seu abraço de Pai amoroso e bom.



Ele sempre está pronto para abraçar seus filhos sem impor condições.



E se descobrirmos que faz muito tempo que não sentimos esse abraço divino, tenhamos a certeza de que faz muito tempo que não o pedimos.



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