11/11/06 - 19h:47mDenunciar

No silencio da minha vida

Senhor, eu poderia enfeitar, falar bonito, mas não quero faltar à verdade.

Meu desabafo é sincero, veraz...

Esvaziei a taça da vida e a embriaguez não veio, não tive paz.

Chamei a felicidade, a ponto de ficar rouca, e o eco não respondeu.

Andei por caminhos e descaminhos, estradas e atalhos e até hoje não encontrei o que tanto procuro...

Terei errado na escolha da vocação?

O tédio e a angustia me abatem; sigo cansada e no escuro...Busquei a liberdade, pensando ser ela a grande solução.

Mas sinto nos lábios e no fundo da alma, o trago amargo da frustração, e como poeta eu choro!

“Como me pesa hoje o esquife dos meus sonhos mortos”

É duro Senhor, caminhar sempre em tua direção, quando a tantos outros apelos solicitando minha atenção.

É duro Senhor, acreditar na oração, e não conseguir rezar, meditar, para olhar o meu EU.

Bebi, tu sabes em quantas jornadas na fonte da Escritura, mas continuo sedenta.

Alimente-me, Tu sabes quantas vezes, do pão eucarístico, mas continuo faminta em minha jornada.

Sorrindo, busquei partilhar tuas riquezas, Senhor, porque em meu reino a gente cresce repartindo.

No momento sinto-me pobre, mais distante me pareces estar.

Terei errado a vocação?

Ando oprimida e confusa.

E no silencio da minha vida, ouvi uma voz que dizia no fundo do meu coração:

“Oferece-me o teu vazio!

Saia de si!

Ama-me verdadeiramente”.

Estou sempre perto de ti, mesmo que não percebas.

Procure me conhecer, pois te conheço por inteira “

Seu Amigo Jesus Cristo!



Extraída do boletim brasileiro/janeiro/fevereiro-2001









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