19/09/05 - 13h:27mDenunciar

Can I help you ???

prefácio:



A sirene toca alto,

com seu vermelho forte...

Polícia, ambulância...

mais o que pode ser?



Can I help you my friend?

é vc quem toca essa sirene?

ou será Polícia, ambulância...

mais o que pode ser?





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se liguem no trecho do poema abaixo...

fala muito bem sobre o nosso egocentrismo, e o modo pessimista de ver o mundo, os acontecimentos e as pessoas ao nosso redor...

muitas vezes queremos ser o centro... mas não podemos...

É a vontade de DEUS....

e apenas uma questão de tempo...

saber esperar a sa vez, e agarrá-la com todas as forças... e NUNCA deixá-la escapar...

até a próxima...





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Trecho do “Poema sujo” de Ferreira Gullar.



“ ...E do mesmo modo

que há muitas velocidades num

só dia

e nesse mesmo dia muitos dias

assim

não se pode também dizer que o dia

tem um único centro

(feito um caroço

ou um sol)

porque na verdade um dia

tem inumeráveis centros

como por exemplo, o pote de água

na sala de jantar

ou na cozinha

em torno do qual

desordenadamente giram os membros da família.



E se nesse caso

é a sede a força de gravitação

outras funções metabólicas

outros centros geram

como a sentina

a cama

ou a mesa de jantar

(sob uma luz encardida numa

porta e janela da Rua da Alegria

na época da guerra)

sem falar nos centros cívicos, nos centros

espíritas, no Centro Cultural

Gonçalves Dias ou nos mercados de peixe,

colégios, igrejas e prostíbulos,

outros tantos centros do sistema

em que o dia se move

(sempre em velocidades diferentes)

sem sair do lugar.



Porque

quando todos esses sóis se apagam

resta a cidade vazia

(como Alcântara)

no mesmo lugar.



Porque

diferentemente do sistema solar

a esses sistemas

não os sustém o sol e sim

os corpos

que em torno dele giram:

não os sustém a mesa

mas a fome

não os sustém a cama

e sim o sono

não os sustém o banco

e sim o trabalho não pago



E essa é a razão por que

Quando as pessoas se vão

(como em Alcântara)

apagam-se os sóis (os

potes, os fogões)

que delas recebiam calor...”

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