07/12/08 - 22:55Denunciar

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e naquela altura do campeonato, a garota não sabia mais o que fazia. estava jogando tudo que aparecia na sua frente nas paredes ou no chão mesmo. seu aspecto de raiva era evidente, só estava faltando espumar pela boca e rosnar. Bem, ela não gosnava, mas berrava com uma competência que ninguém conseguiu descobrir como conseguia. sim, ela estava isolada em um quarto cheio de bugigangas -todas quebradas agora, mas seus gritos, todos que estavam no mesmo bairro que ela, escutavam (exagerei um pouco, confesso.). O mais curioso, foi que depois de tantas explosões e crises desesperadas de demonstrar ódio, a menina sentou num canto só dela, com suas lágrimas e seu inesperado silêncio, se encolheu ali e passou o resto da madrugada, quietinha, sendo possivel indentificar apenas alguns soluços de choro que vinha do tal canto. quando o sol se preparava pra nascer, ela se levantou, sorriu e disse "pronto. agora está tudo certo. eu ainda estou viva, é um sinal de que devo ser feliz". ninguém reparou, ninguém percebeu... mas quando ela cruzou a porta do quarto, aparentemente destruído, com esse pensamento de luta e garra, ela deixou de ser "a garota" e deu seus primeiros passos como mulher

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