10/10/04 - 16h:20mDenunciar

McDonnell Douglas F/A-18C Hornet

Tipo: caça de ataque multimissão em versão monoposta (A) e biposta (B).



Motores: dois turbofans com pós-combustão General Electric GE F404-400 com 7.257 kg de empuxo cada.



Peso: decolagem (missão de caça) - 15.740 kg; missão de ataque - 22.317 kg.



Desempenho: velocidade máxima em altitude: 1.915 km/h, Mach 1.8; Velocidade mínima para pouso em porta-aviões: 242 km/h; Teto de serviço: 15.240 m; raio de combate: 787 km; alcance de travessia: 3.700 km.



Armamento: um canhão M61 com canos múltiplos de 20 mm no nariz com 540 projéteis; carga externa máxima: 7.710 kg em nove cabides, incluindo as pontas das asas para mísseis AA (Air to Air - Ar Ar) Sidewinder; A posição central sob a fuselagem para bombas ou tranques auxiliares, as duas laterais da fuselagem para AIM-7, tanques, pod FLIR ou rastreadores de pontos laser, as internas sob as asas para ASM (Air to Surface Missiles - Mísseis Ar - Superfície), as externas para AIM-7 ou outros AAM guiados.



Histórico: primeiro vôo: 18 de Novembro de 1978; Entrada em serviço na USN/USMC: 7 de Janeiro de 1983.



Descrição: o F/A-18 Hornet pode ser considerado um "sobrevivente" - não de combate em tempo de guerra, mas de um lobby de oposicionistas no congresso e nos serviços que fizeram pesadas críticas à aeronave, desde os custos até problemas de desempenho. O Hornet realmente teve sua cota de problemas técnicos, os quais provocaram mudanças e modificações, mas o projeto básico resistiu a um tempestuoso período desde seu primeiro vôo até sua entrada em serviço. As origens do Hornet remontam ao início dos anos 70 e ao programa YF-17 da Northrop. Uma versão naval foi submetida à USN em 1974 como resposta ao requerimento VFAX de um caça leve para múltiplas missões. A USN encomendou o projeto em uma forma refinada, ficando combinado que a McDonnell Douglas assumiria o programa por ter mais experiência na construção de aeronaves navais. A produção do F/A-18 foi centralizada nas instalações da McDonnell em St. Louis, com a General Electric fornecendo os motores turbofan sem fumaça F404, a Hughes o radar "look-up/look-down" avançado para longas distâncias APG-65 e a Northrop as partes principais da célula, sendo o principal fornecedor. Após o primeiro vôo do protótipo Hornet, um exaustivo programa de testes mostrou vários problemas de projeto com a aeronave. As modificações incluíram um novo desenho das asas e das superfícices de controle lateral para melhorar a taxa de rolagem em altas velocidades subsônicas e reduzir o arrasto, uma ligeira mudança na forma dos estabilizadores e mudanças nas LEX (extensões dos bordos de ataque) ao longo da fuselagem. Como se todos estes problemas não fossem suficientes, as primeiras experiências revelaram uma fragilidade nas derivas produzidas por uma imprevista tensão em altos ângulos de ataque. Financiado pela companhia, fez-se um reforço de alumínio das áreas afetadas nas aeronaves existentes que foi intruduzido na linha de produção. Sendo a substituição dos F-4 da USN e do USMC a necessidade mais urgente, o Hornet foi liberado para a função de caça pelo Centro de Testes Aeronavais, em Patuxent River, no final de 1981. A autorização para a função de ataque, entretanto, foi suspensa após terem surgido problemas durante os testes realizados pela unidade de avaliação operacional da USN em 1982. Muitas das críticas centralizavam-se em torno da habitalidade do Hornet de efetuar missões de ataque dentro do alcance especificado de 926 km, com uma carga bélica de quatro bombas de 454 kg, pods FLIR, laser e dois AIM-9 Sidewinder. A capacidade de combustível com o peso máximo de pouso foi também considerada "modesta". Por outro lado, o USMC achou que o Hornet era justamente o que estava procurando para substituir os A-7E Corsair. O Grupo Aéreo 11 dos fuzileiros navais em El Toro, Califórnia, começou a avaliação inicial em 1983, e apresentou encorajadores dados de desempenho em combate, os quais mostraram que, longe de inferior ao A-7, como alguns diziam, o Hornet era muito melhor na maioria dos regimes de vôo. Os pilotos acharam o Hornet uma excelente aeronave para voar e combater, capaz de um bom desempenho em uma área alvo.



Foto de Jyrki Laukkanen. Informações adaptadas do livro Guia de Armas de Guerra - Caças dos EUA Vol. 2 (Ed. Nova Cultural, 1986).

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