27/03/05 - 14h:39mDenunciar

Dassault Mirage III RS

Dramática foto na qual pode-se ver o Mirage III demonstrando o poder de seus canhões DEFA 552 de 30 mm durante o exercício contra alvos estacionários Axalp, na Suíça. Cada canhão possui 120 projéteis, totalizando 240. O Mirage III versão Echo (utilizado pela FAB) é capaz ainda de carregar bombas e mísseis dentre os quais variantes do americano AIM-9 Sidewinder, Matra Magic francês, etc.





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Dassault Mirage III - O Fascínio pelo Delta



Na verdade muito mais do que um fascínio... Durante fases distintas gostei de várias aeronaves, dentre elas o Lockheed F-22 Raptor, McDonnell Douglas F-4 Phantom II e Lockheed F-16 Fighting Falcon, entretanto tenho a certeza de que o exemplar francês tornou-se um marco e também o que por mais tempo apreciei e ainda aprecio. O Mirage nasceu da guerra fria, a qual "forçou" os países a buscarem aeronaves capazes de decolar e, em alta velocidade, alcançar o quanto antes uma possível ameaça aérea inimiga: surgiam as aeronaves interceptadoras. Dentre alguns exemplos podemos citar o English Electric Lightning, da Grã-Bretanha, e o Convair F-102 Delta Dagger norte-americano. Apesar deste último também possuir asa em delta como o F-103, não possui o mesmo "glamour" ou "misticismo". Durante o desenvolvimento, o engenheiro chefe e gênio Marcel Dassault afirmou que o Mirage "era uma aeronave que poderia apenas ser vista, mas nunca tocada".



Alta velocidade é outra atração pessoal que o Mirage oferece de sobra. Por não possuir alguns adventos aerodinâmicos que aeronaves mais atuais utilizam, ele fora criado para voar em grandes valores Mach a qualquer momento. Para ter-se uma breve idéia, a velocidade de POUSO de um Mirage III (200 nós aprox.) chega a ser quase uma vez e meio maior que a velocidade de CRUZEIRO de um Cessna Skylane (120 nós). Atualmente a vida útil desta magnífica e gloriosa aeronave vai para minha tristeza se esgotando e a Suíça que operava vários Mirage III RS (versão para fotos de reconhecimento) tirou os aviões de operação. No último exercício Axalp com a presença dos Mirage III feito entre os Alpes (um dos mais incríveis mundialmente), um piloto de Mirage chegou a, durante um rasante, mostrar o dedo de dentro do cockpit demonstrando sua indignação para todos os presentes incluindo turistas, parlamentares e militares (veja a foto). Infelizmente tal ato não foi levado em consideração e hoje as aves encontram-se expostas em museus ou até mesmo sendo desmontadas para estudos de engenharia. É certo que há uma capacidade de atualização que poderia ser muito bem aplicada em tais aeronaves como por exemplo nos IAI Kfir israelenses, no entanto os grandes fabricantes preocupam-se mais em vender novos equipamentos do que atualizar os já existentes. Imagino que um possível Mirage III com canards móveis, vetoração de empuxo, capacidade de armamentos melhorada e ainda um bom radar poderia tornar-se uma aeronave à altura (senão superior) as atuais.



Só espero que quando realizar o meu sonho (o que farei com a ajuda de Deus) possa ainda ter portunidade de voar pelo 1º GDA... Não em um Sukhoi Su-35 ou um Jas-35 Gripen, mas num bom e velho Mirage III. Termino este na certeza de que, piauiense de coração, quando me for mencionado "Delta" sempre imaginarei em primeiro lugar o que para mim é o rei dos céus: DASSAULT MIRAGE III. À la chasse!!!



André Felipe Ayres Carvalho (17/03/05)

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