31/03/05 - 18h:38mDenunciar

Dassault Mirage III RS

Mirage sendo assistido por auxiliares de solo durante acionamento. Devido à elevada taxa de sucção, é necessário manter, quando em determinados ângulos em relação aos dutos de entrada de ar, uma distância mínima de segurança. O oficial apoiado no tanque alijável da asa esquerda, apesar de mais próximo da aeronave não corre riscos, pois se encontra num ângulo posterior ao de sucção da turbina. Ainda assim é preciso manter a atenção, uma vez que após as entradas de adimissão de ar principais existem duas portinholas auxiliares as quais se abrem permitindo sucção adicional em situações de velocidade baixa ou mesmo nula. As mesmas regras de segurança se aplicam para o duto de exaustão na parte traseira da aeronave. Imagem de GoatWorks.





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Dassault Mirage III - O Fascínio pelo Delta



Na verdade muito mais do que um fascínio... Durante fases distintas gostei de várias aeronaves, dentre elas o Lockheed F-22 Raptor, McDonnell Douglas F-4 Phantom II e Lockheed F-16 Fighting Falcon, entretanto tenho a certeza de que o exemplar francês tornou-se um marco e também o que por mais tempo apreciei e ainda aprecio. O Mirage nasceu da guerra fria, a qual "forçou" os países a buscarem aeronaves capazes de decolar e, em alta velocidade, alcançar o quanto antes uma possível ameaça aérea inimiga: surgiam as aeronaves interceptadoras. Dentre alguns exemplos podemos citar o English Electric Lightning, da Grã-Bretanha, e o Convair F-102 Delta Dagger norte-americano. Apesar deste último também possuir asa em delta como o F-103, não possui o mesmo "glamour" ou "misticismo". Durante o desenvolvimento, o engenheiro chefe e gênio Marcel Dassault afirmou que o Mirage "era uma aeronave que poderia apenas ser vista, mas nunca tocada".



Alta velocidade é outra atração pessoal que o Mirage oferece de sobra. Por não possuir alguns adventos aerodinâmicos que aeronaves mais atuais utilizam, ele fora criado para voar em grandes valores Mach a qualquer momento. Para ter-se uma breve idéia, a velocidade de POUSO de um Mirage III (200 nós aprox.) chega a ser quase uma vez e meio maior que a velocidade de CRUZEIRO de um Cessna Skylane (120 nós). Atualmente a vida útil desta magnífica e gloriosa aeronave vai para minha tristeza se esgotando e a Suíça que operava vários Mirage III RS (versão para fotos de reconhecimento) tirou os aviões de operação. No último exercício Axalp com a presença dos Mirage III feito entre os Alpes (um dos mais incríveis mundialmente), um piloto de Mirage chegou a, durante um rasante, mostrar o dedo de dentro do cockpit demonstrando sua indignação para todos os presentes incluindo turistas, parlamentares e militares (veja a foto). Infelizmente tal ato não foi levado em consideração e hoje as aves encontram-se expostas em museus ou até mesmo sendo desmontadas para estudos de engenharia. É certo que há uma capacidade de atualização que poderia ser muito bem aplicada em tais aeronaves como por exemplo nos IAI Kfir israelenses, no entanto os grandes fabricantes preocupam-se mais em vender novos equipamentos do que atualizar os já existentes. Imagino que um possível Mirage III com canards móveis, vetoração de empuxo, capacidade de armamentos melhorada e ainda um bom radar poderia tornar-se uma aeronave à altura (senão superior) as atuais.



Só espero que quando realizar o meu sonho (o que farei com a ajuda de Deus) possa ainda ter portunidade de voar pelo 1º GDA... Não em um Sukhoi Su-35 ou um Jas-35 Gripen, mas num bom e velho Mirage III. Termino este na certeza de que, piauiense de coração, quando me for mencionado "Delta" sempre imaginarei em primeiro lugar o que para mim é o rei dos céus: DASSAULT MIRAGE III. À la chasse!!!



André Felipe Ayres Carvalho (17/03/05)

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