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CAATINGA XV

por cmtecarvalho em 20/04/05 - 21h:39m

O Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2º/8º GAV), Esquadrão Poti, concluiu hoje, 20, o Exercício Caatinga XV, na cidade de João Pessoa. O exercício começou dia 11 de abril e teve apoio do Aeroclube da Paraíba.

Em um cenário de guerra simulada, foram realizadas missões de ataque em formação Esquadrilha (quatro helicópteros) e Elemento (dois helicópteros), a objetivos, com o uso do Relatório de Missão de Reconhecimento (REMIR), treinamento de combate aéreo e formaturas táticas.

A primeira fase do exercício teve como objetivo a formação operacional dos pilotos recém-chegados, manutenção e elevação operacional de líder de esquadrilha para o treinamento de Combate Aéreo.

Na segunda fase do exercício, o 2º/8º GAV empregou o conceito conhecido como FARP (Forward Arming Refueling Points), que consiste no municiamento e reabastecimento em pontos remotos. A FARP possibilita uma projeção da Força de helicópteros, aumentando o raio de ação das plataformas de combate para o cumprimento das diversas missões. Os abastecimentos foram feitos através dos tanques flexíveis, fornecidos pelo Parque de Material de Lagoa Santa (PAMA-LS).

Na FARP foram empregadas todas as medidas para uma situação tática, com a camuflagem de todo o material e pessoal envolvidos e procedimentos de autenticação das aeronaves que pousavam no local, a fim de garantir o controle e a segurança da área.

As refeições foram fornecidas pela Base Aérea de Recife (BARF), através de moderno sistema que permite a regeneração do alimento.

O Exercício Caatinga XV representou um salto operacional para a Aviação de Asas Rotativas e para a FAB como um todo, na medida em que a FARP amplia e projeta o poder de letalidade da Força.

Fonte: http://www.fab.mil.br
Link para a matéria original: http://www.fab.mil.br/portal/imprensa/Noticias/2005/abr/2004_poti.htm


Comentários pessoais: é muito bom notar o crescente interesse da Força Aérea Brasileira na ampliação de operações e exercícios pelo Nordeste brasileiro. Apesar de delimitado basicamente pelo Oceano Atlântico e pelo próprio território nacional, a área não pode ser simplesmente ignorada, especialmente com as capacidades de deslocamento atuais que incluem, por exemplo, porta-aviões e submarinos. Cabe à mim portanto agradecer à FAB pelo exercício em minha cidade natal (João Pessoa - PB) assim como aguardar a sua repetição. Torcemos também para a inclusão do Piauí em algum roteiro de exercícios da Força Aérea, de preferência na região norte do estado.


André Felipe Ayres Carvalho


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