06/03/05 - 19h:26mDenunciar

Chega simples como um temporal....

Olá doces criaturinhas...rs...voltando...

Vou postar um texto que gostei demais...

Essa mensagem da fotinha é uma graça né, na fotinha está meu namorando e eu...bjocas



Reflexão



O AMOR DIALÉTICO



O que é Amor?



É preciso investigar o amor em movimento para sabermos se

efetivamente amamos uma pessoa da qual nos relacionamos.



Não existe amor sem movimento, o legitimo conceito de amor

resiste à prova do movimento, puro devir.



Mas o que é o Amor?



Num primeiro momento, o amor pode ser considerado um

sentimento e um estado de espírito ao mesmo tempo

(matériaespírito, em movimento dialético).



O legitimo amor é democrático, atende aos

desejos do corpo e do espírito.





O Movimento do Amor.



Uma pessoa que deseja amar, deve estar em condições propícias

para isso. Essa pessoa deve estar bem resolvida consigo mesmo, seu

amor próprio deve estar em dia (não confundir amor próprio com

individualismo, egoísmo e/ou individualidade).



Tal pessoa deve estar "zerada", ou seja, não pode nem deve ter caso

antigo mal resolvido, um desamor recente, "alguém na cabeça",

ou qualquer tipo de mágoa passada ou trauma, pois, isso interfere

diretamente em seu próprio estado de espírito dificultando bastante,

e,

até mesmo, inviabilizando um novo relacionamento, uma nova tentativa

de

construir um grande amor. Sendo assim, uma pessoa que deseja amar

outra

pessoa, deve, primeiramente, agir com ética dialética. Amar a si

própria, ser justa consigo mesma. Curar-se a si mesma.



Essa primeira condição já indica onde, verdadeiramente, está guardado

o tão sonhado amor: dentro de nós mesmos.



Para amar uma pessoa é preciso ter amor dentro de si, devemos nos

amar, cultivar nosso amor próprio (auto-amor), nosso estado de

espírito, de preferência em abundância. (favor não confundir amor

próprio com egoísmo e individualidade!)



Quando amamos outra pessoa, na verdade, estamos trocando parcela

desse amor próprio pela parcela do amor próprio de outra pessoa. Essa

troca é dialética, motivada pela contradição que existe em tudo;

pela necessidade que temos de carinho, afeto, calor humano,

realização sexual, realização emocional, parceria, cumplicidade,

força de espíritomatéria e companhia.



Não fossem essas necessidades, essa grande contradição,

nosso amor próprio (auto-amor) seria suficiente para

nos "auto-resolver", nos "auto-bastar".



Para amar é preciso "criar/construir" esse amor, e depois de estar

amando é

preciso "criar/construir" algo maior com a pessoa amada, o legitimo

amor

segue o sentido criativo/construtivo.



A criatividade garante o movimento, porque, o que foi construído,

deve ser mantido e defendido.



Tomemos como exemplo uma casa, mesmo que você construa uma linda casa

em um mês, seu trabalho não acabou ai, você deverá manter essa casa

para sempre, e defendê-la para sempre também. Você irá morar nessa

casa e morando nessa casa irá construir outras coisas, terá outros

projetos, realizará outros sonhos ou pelo menos viverá tentando.



A criatividade enriquece o movimento, porque o tempo não para.



Apenas morar nessa casa mesmo que construída, mantida e defendida,

não será suficiente para garantir a sua felicidade enquanto você

viver.



Com o amor não é diferente. Uma vez despertado o amor, esse

deve ser mantido e defendido, como também, será necessário criar

novos projetos, sendo que, agora, em parceria com a pessoa amada.



Mas como fazer isso na prática?



Movimentando, incondicionalmente, o amor que existe em mim em direção

da pessoa amada, uma atitude corajosa digna das pessoas que possuem

alto-estima saudável.



Porém, movimentar amor incondicionalmente não é apenas dar carinho

a todo o momento, fazer muito sexo, comprar todos os presentes do

mundo para a pessoa amada, nem, tão pouco, ligar todos os dias para

essa pessoa para dizer: eu te amo!



Esses exemplos podem até ser manifestações práticas de que se está

enamorado, importante para o relacionamento, porém, não suficiente

para legitimá-lo.



O que complementa criativamente o legitimo amor, é a cumplicidade.



O quanto você é cúmplice, ou pretende ser cúmplice da pessoa amada?





Eis a questão!



É a cumplicidade que irá complementar o movimento democrático

do amor e garantir que a pessoa amada confie em você num nível

mais elevado, sinta-se segura o suficiente, e assim, possa "abrir

seu coração". Efetivar a troca, a dialética.



Não podemos revelar nossos segredos mais íntimos, mostrar nossa

fraqueza

em busca de força espiritual, definir projetos de vida, compartilhar

amor próprio, partilhar e compartilhar o bem material, doar-se, ser

criativo, entregar-se, suprimir contradições, muito menos amar

dialeticamente, uma pessoa da qual não nos transmita segurança para

isso.



Para que essa cumplicidade seja efetiva, na prática, é necessário

o comportamento éticopolítico em movimento dialético.



A atitude éticapolítica democrática irá manterá a cumplicidade

necessária para que o relacionamento seja legitimo, produtivo e

feliz.



A democracia éticapolítica, no relacionamento, é extremamente

importante para a manutenção do legitimo movimento do amor.



Diante do exposto fica claro que traição, interesse escuso,

individualismo, fraqueza, má intenção, falta de compromisso,

egoísmo, falta de cumplicidade, mau comportamento e

outros movimentos destrutivos não cabem entre duas pessoas que

verdadeiramente se amam.



Essas más intenções agem contra qualquer tentativa de se estabelecer

um

relacionamento sadio, criativo, democrático e legitimo, a pessoa que

age

assim está sabotando a si mesma, está negando a si, possibilidade de

ser feliz,

está se traindo, corrompendo-se (faltando com ética dialética) e

esses movimentos

acabam atingindo a pessoa que estamos nos relacionando (faltando com

política dialética).



Como o movimento do amor nasce dentro de nós, um possível movimento

de traição também!





A Traição.



Quando uma pessoa age dessa maneira está de fato tirando proveito da

situação, usando a pessoa que está enamorada. Isso geralmente

acontece por fraqueza, por estar mal resolvida, por não saber o que

quer, por confusão emocional, por falta de filosofia, da ignorância,

do desprezo pelo espírito ou pelo desprezo pela matéria na unidade,

da necessidade desequilibrada de só atender ao lado matéria

(dos interesses materiais imediatistas formais) ou dos caprichos do

espírito, de traumas não superados, do medo de ser feliz, do medo

da liberdade, do medo de perder algo que é ou pode vir a ser muito

bom

até mesmo maior que nós, do medo da vida e do medo da morte e de

muitos outros motivos que poderíamos aventar aqui.



Da covardia propriamente dita.



Uma vez estabelecido um relacionamento sem estarmos legitimamente

amando ou sem estarmos legitimamente em condições de amar não

estamos vivendo esse relacionamento na sua plenitude.



Estamos então falando de uma forma de alienação. O "amor" alienado.



Criatividade, cumplicidade, respeito a si próprio e pela pessoa

amada, democracia

e desejo formam o movimento do amor. Um comportamento não resiste

muito tempo

sem o outro, a consistência está situada no conjunto dessas unidades

de

comportamento. E devem fluir naturalmente no movimento do amor.



Acreditar no amor isoladamente desse contexto nos remete a uma

ilusão, consequentemente, à uma desilusão amorosa.





"Amor" alienado.



Quando achamos estar amando uma pessoa sem as premissas descritas a

pouco, na verdade, estamos tentando efetivar a troca dialética do

nosso amor próprio com uma pessoa que não possui amor próprio ou não

está pronta para assim fazer. Existem pessoas que por carência de

amor e/ou por possuir tanto amor próprio contido acabam "amando"

outra sem essas premissas. Porém, na verdade, não está amando o

parceiro, está amando parcela do seu próprio amor próprio, alienado a

outra pessoa. Constrói um mito. Acaba admirando uma ilusão que não

corresponde a realidade.



Isso acontece porque a pessoa que está carente e deseja muito viver

um amor, acaba projetando esse amor próprio encima do parceiro,

para "compensar" a falta de cumplicidade do próprio parceiro que está

de metade na relação e, por algum motivo, está negando seu lado

espírito, negando cumplicidade. Isso não dura por muito tempo e leva

ao

sofrimento, pois, esse movimento cria uma ilusão, que, cedo ou tarde,

levará à uma desilusão amorosa.



É preciso dosar a entrega desse amor próprio (ética dialética) senão

nos enfraquecemos, é preciso "cobrar" a cumplicidade da pessoa que

nos relacionamos (política dialética), se ela não corresponder, será

necessário tomar outro rumo na vida. Tentar dialogar com o parceiro

para "corrigir" o movimento do relacionamento é uma atitude

democrática, porém, é preciso avaliar o resultado. Caso não haja

criatividade no relacionamento é preciso tentar um novo

relacionamento amoroso com outra pessoa mais bem resolvida.



É verdade que agir assim, em certas situações, é muito difícil, pois,

geralmente, nosso "desejo" material está sendo resolvido, atendido,

ficando a metade espírito em segundo plano. Isso acaba ocorrendo

também pelo fato de nossa sociedade estar em desequilíbrio total

entre a contradição SER e TER.



E, como já vimos, é a falta de filosofia e, por consequência, de

democracia

que cria a desarmonia entre os desejos do modo ser e do modo

ter, na unidade do comportamento.



Onde está o amor?



Muitas pessoas devem estar fazendo essa pergunta diariamente.

Querem saber onde está o amor.



Diante de uma sociedade desencontrada é fácil perceber que o amor

sumiu!



Isso não ocorre isoladamente. Quando investigamos o amor entre duas

pessoas não podemos esquecer que, no movimento dialético, é

extremamente

difícil separar o que seria o amor romântico, do amor pela vida, do

amor

pela família, do amor pelo trabalho, do amor pela nação, do amor

pela

humanidade,

do amor pela natureza e pelas coisas mais simples e mais complexas

da

vida.



O sujeito, alienado dos movimentos, acredita que seja possível amar

fora

deste contexto. Eis a figura do "amor" alienado.



No "amor" alienado, o máximo que se consegue, é trocar as carências

de

cada um e, geralmente, de forma possessiva. Poucos são os casais que

conseguem devir legitimo amor.



Para que o amor reapareça em nossas vidas, e seja maior, acreditamos

ser necessário atender aos desejos da matéria, assim como os do

espírito,

numa atitude dialética democrática; ética e política.



A Filosofia te ajuda a reencontrar o Amor. O Filosofar é estrada

para

o Amor Maior.



Sabemos que o hábito de filosofar também é um "exercício" de auto-

conhecimento.

Quem se conhece melhor saberá o que deseja pra si, quem sabe o que

quer faz

melhores escolhas. Nas melhores moram as melhores probabilidades de

ser feliz!



É por isso que o artista diz: "Teu amor, pode estar, do teu lado!"





**A mania da maioria das pessoas é desejar (tomar posse)a felicidade para SEMPRE, e esquecem de vivê-la agora...Eu prefiro ficar com o hj e aproveitá-lo e trabalhar ao máximo os bons momentos para continuar feliz amanhã...**



Bjinhus para todos...e boa semana que Deus os iluminem



PAZ E AMOR!!!

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