26/10/06 - 11h:14mDenunciar

Bacia do rio Amazonas

Em 1541, o explorador espanhol Francisco de Orellana percorreu, desde as suas nascentes nos Andes peruanos, distante cerca de 160 km do Oceano Pacífico, até atingir o Oceano Atlântico, o rio que batizou de Amazonas, em função da visão, ou imaginação da existência, de mulheres guerreiras, as Amazonas da mitologia grega.

Este rio, com uma extensão de aproximadamente 6.500 km, ou superior conforme recentes descobertas, disputa com o rio Nilo o título de mais extenso no planeta. Porém, em todas as possíveis outras avaliações é, disparado, o maior.

Sua área de drenagem total, superior a 5,8 milhões de km2, dos quais 3,9 milhões no Brasil, representa a maior bacia hidrográfica mundial. O restante de sua área dividi-se entre o Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana e Venezuela. Tal área poderia abranger integralmente o continente europeu, a exceção da antiga União Soviética.

O volume de água do rio Amazonas é extremamente elevado, descarregando no Oceano Atlântico aproximadamente 20% do total que chega aos oceanos em todo o planeta. Sua vazão é superior a soma das vazões dos seis próximos maiores rios, sendo mais de quatro vezes maior que o rio Congo, o segundo maior em volume, e dez vezes o rio Mississipi. Por exemplo, em Óbidos, distante 960 km da foz do rio Amazonas, tem-se uma vazão média anual da ordem de 180.000 m3/s. Tal volume d'água é o resultado do clima tropical úmido característico da bacia, que alimenta a maior floresta tropical do mundo.

Na Amazônia os canais mais difusos e de maior penetrabilidade são utilizados tradicionalmente como hidrovias. Navios oceânicos de grande porte podem navegar até Manaus, capital do estado do Amazonas, enquanto embarcações menores, de até 6 metros de calado, podem alcançar a cidade de Iquitos, no Peru, distante 3.700 km da sua foz.

O rio Amazonas se apresenta como um rio de planície, possuindo baixa declividade. Sua largura média é de 4 a 5 km, chegando em alguns trechos a mais de 50 km. Por ser atravessado pela linha do Equador, esse rio apresenta afluentes nos dois hemisférios do planeta. Entre seus principais afluentes, destacam-se os rios Iça, Japurá, Negro e Trombetas, na margem esquerda, e os rios Juruá, Purus, Madeira, Tapajós e Xingu, na margem direita.acia do rio Tocantins – Araguaia

A bacia do rio Tocantins - Araguaia com uma área superior a 800.000 km2, se constitui na maior bacia hidrográfica inteiramente situada em território brasileiro. Seu principal rio formador é o Tocantins, cuja nascente localiza-se no estado de Goiás, ao norte da cidade de Brasília. Dentre os principais afluentes da bacia Tocantins - Araguaia, destacam-se os rios do Sono, Palma e Melo Alves, todos localizados na margem direita do rio Araguaia.

O rio Tocantins desemboca no delta amazônico e embora possua, ao longo do seu curso, vários rápidos e cascatas, também permite alguma navegação fluvial no seu trecho desde a cidade de Belém, capital do estado do Pará, até a localidade de Peine, em Goiás, por cerca de 1.900 km, em épocas de vazões altas. Todavia, considerando-se os perigosos obstáculos oriundos das corredeiras e bancos de areia durante as secas, só pode ser considerado utilizável, por todo o ano, de Miracema do Norte (Tocantins) para jusante.

O rio Araguaia nasce na serra das Araras, no estado de Mato Grosso, possui cerca de 2.600 km, e desemboca no rio Tocantins na localidade de São João do Araguaia, logo antes de Marabá. No extremo nordeste do estado de Mato Grosso, o rio dividi-se em dois braços, rio Araguaia, pela margem esquerda, e rio Javaés, pela margem direita, por aproximadamente 320 km, formando assim a ilha de Bananal, a maior ilha fluvial do mundo. O rio Araguaia, é navegável cerca de 1.160 km, entre São João do Araguaia e Beleza, porém não possui neste trecho qualquer centro urbano de grande destaque. Principais bacias hidrográficas brasileiras



O Brasil é dotado de uma vasta e densa rede hidrográfica, sendo que muitos de seus rios destacam-se pela extensão, largura e profundidade. Em decorrência da natureza do relevo, predominam os rios de planalto que apresentam em seu leito rupturas de declive, vales encaixados, entre outras características, que lhes conferem um alto potencial para a geração de energia elétrica. Quanto à navegabilidade, esses rios, dado o seu perfil não regularizado, ficam um tanto prejudicados. Dentre os grandes rios nacionais, apenas o Amazonas e o Paraguai são predominantemente de planície e largamente utilizados para a navegação. Os rios São Francisco e Paraná são os principais rios de planalto.

De maneira geral, os rios têm origem em regiões não muito elevadas, exceto o rio Amazonas e alguns de seus afluentes que nascem na cordilheira andina.

Em termos gerais, como mostra o mapa acima, pode-se dividir a rede hidrográfica brasileira em sete principais bacias, a saber: a bacia do rio Amazonas; a do Tocantins - Araguaia; a bacia do Atlântico Sul - trechos norte e nordeste; a do rio São Francisco; a do Atlântico Sul - trecho leste; a bacia Platina, composta pelas sub-bacias dos rios Paraná e Uruguai; e a do Atlântico Sul - trechos sudeste e sul.Lagoas e Lagos do Brasil





Lago Guaíba

Guaíba é tido como um rio, lago ou estuário do Rio Grande do Sul, Brasil. O Guaíba possui muitas propriedades de um lago, mas é majoritariamente chamado de "rio Guaíba".

Atualmente, a tese aceita pela comunidade científica é de que o Guaíba seja um lago, apesar de ser amplamente conhecido como Rio Guaíba. As características de correntes, ventos e vegetação das margens levam a concluir que o Guaíba seja um 'lago'. Apesar de existirem estudiosos que continuam afirmando que o Guaíba seja um rio.

Os rios Gravataí, Sinos, Caí e Jacuí desembocam no Delta do Jacuí, formando então o Guaíba, que banha os municípios de Porto Alegre, Eldorado do Sul, Guaíba, Barra do Ribeiro e Viamão. A partir do Guaíba, as águas vão para a Lagoa dos Patos e, por seqüência, para o Oceano Atlântico.

O nome, de origem indígena, significa lugar onde o rio se alarga (gua - grande, I - água ou rio, ba - lugar)

Na orla do Guaíba, encontram-se diversos pontos referenciais de Porto Alegre, como o Cais do Porto, a Usina do Gasômetro, a avenida Beira-Rio (muito usada para esportes), o Anfiteatro Pôr-do-Sol, o Estaleiro Só, o Iate Clube Guaíba, o clube Veleiros do Sul e outros.



Lago Igapó

O Lago Igapó é um lago criado em Londrina em 10 de dezembro de 1959, dia do Jubileu de Prata da cidade, através do represamento do Ribeirão Cambezinho, na gestão de Antonio Sobrinho, como uma solução para o problema da drenagem, dificultada por uma barragem natural de pedra. Inicialmente pensou-sem em dinamitar a barragem, mas prevaleceu a idéia de formar um lago.

O nome Igapó vem da língua tupi, que significa transvazamento de rios. O projeto de urbanização do lago foi feito em 1970, quando se iniciou a construção de calçadas e a plantação de árvores ao redor do lago.

Após um período de certo abandono, foi elaborado um projeto de revitalização do Lago, na gestão de Dalton Paranaguá. Foram construídos o Zerão (Área de Lazer Luigi Borguesi) e Centro Social Urbano. O projeto, de Burle Marx, incluía um jardim com 187 espécies de plantas nativas.

É um local de lazer, que além da represa, propicia a prática de esportes náuticos. Possui uma vasta área urbanizada com piscinas, pistas de aeromodelismo e foto clube.

Em 1996, o lago foi esvaziado, limpo e teve suas margens revitalizadas, ganhando ciclovia, o Teatro do Lago, jardins e chafariz.

Lagoa dos Patos

A Lagoa dos Patos (referida por alguns especialistas como Laguna dos Patos), a maior do Brasil e a segunda da América Latina, situa-se no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Tem 265 km de comprimento e uma superfície de 10000 km², estendendo-se na direção sudoeste-nordeste, paralelamente ao Oceano Atlântico.

História

O nome estaria ligado às tribos de índios que habitavam a região do Rio Grande do Sul, conhecidos como "patos". Outra versão conta que a origem do nome desta lagoa teria ocorrido em 1554, quando viajavam para o Prata algumas embarcações espanholas, que, acossadas por um temporal, viram-se na contingência de procurar abrigo na barra do Rio Grande. Aí deixaram fugir alguns patos que traziam a bordo e de tal modo se deram bem as aves com o lugar, que se reproduziram assombrosamente, chegando a coalhar a superfície das águas da lagoa, dando-lhe e nome.

Geografia

A nordeste encontra a Lagoa do Casamento e a noroeste o Rio Guaíba, na verdade um estuário, que faz a transição entre a Lagoa dos Patos e o delta do rio Jacuí, formado pelos rios Caí, Gravataí, Jacuí e Rio dos Sinos.

Perto do seu estuário, ao sul, encontram-se as cidades de Rio Grande e São José do Norte, que delimitam o Canal do Norte, na Barra do Rio Grande, onde ela se liga ao oceano.

Comunica-se com a Lagoa Mirim, ao sul, pelo Canal de São Gonçalo.

Ela é navegável por embarcações fluviomarítimas de até 5,10 m de calado, de Rio Grande a Porto Alegre. A fim de garantir o acesso de embarcações de maior cabotagem, mantém-se a profundidade através de dragagem sistemática e constante em alguns pontos.O litoral brasileiro

O litoral brasileiro representa um vasto campo de estudos. Praticamente toda a colonização inicial do território partiu dele, já que a costa brasileira é permanentemente aberta à navegação, pois as condições climáticas predominantes a deixam livre de más estações. Considerando a linha real, o litoral brasileiro alcança cerca de 9.000 km, aproximando-se bastante da extensão das fronteiras terrestres, que somam aproximadamente 12.000 km.

Considerando-se os elementos oceanográficos, climáticos e continentais que formam os complexos litorâneos, a costa brasileira se distingue em cinco grandes áreas:

1) O litoral Amazônico ou Equatorial estende-se por cerca de 1.500 km, desde a foz do Oiapoque até o Maranhão oriental, e em alguns trechos se alarga consideravelmente, apresentando áreas periodicamente inundáveis. Essa é a regra geral, mas em alguns trechos o planalto de sedimentos antigos vem até o litoral. As águas fluviais que chegam ao litoral transportam grande quantidade de sedimentos e quando ocorre o represamento dessas águas pelas marés, esse material precipita-se pela ação da gravidade.

2) Litoral Nordestino ou das Barreiras, que vai do Maranhão oriental (delta do Parnaíba) ao Recôncavo Baiano. Tem como característica os sedimentos terciários, que se apresentam em forma contínua. Esses depósitos criam uma superfície (tabuleiros não muito longos) que separa a região costeira da região sublitorânea. Isso ocorre com freqüência em quase todo esse trecho, mas na verdade existem outras áreas diferenciadas, como a que vai do delta do Parnaíba até o cabo São Roque (Rio Grande do Norte), cujas condições climáticas semi-áridas propiciam a formação de áreas de dunas móveis, e um outro trecho com chuvas abundantes, que vai do cabo São Roque à baía de Todos os Santos (Bahia). Na paisagem externa o elemento característico dessa área é constituído pela linha dos recifes, de coral ou areníticos, que formam linhas descontínuas ao longo do litoral.

3) O litoral Oriental estende-se do Recôncavo Baiano ao sul do estado do Espírito Santo, desenvolvendo uma costa predominantemente baixa caracterizada pela presença de extensas restingas, que ora se apresentam isoladas, ora ligadas umas às outras e ao continente, dando origem a grandes planícies. Nesse trecho ainda persistem aspectos do litoral nordestino, embora sem a mesma continuidade. A plataforma litorânea tem nessa porção condições peculiares, tanto que em frente ao litoral sul da Bahia emergem do planalto submarino recifes coralíneos, como as de Itacolomi e Abrolhos.

4) Litoral Sudeste ou das escarpas cristalinas, que vai do sul do Espírito Santo até Santa Catarina, descrevendo uma grande reentrância. A costa é esculpida em formações do complexo cristalino ou em sedimentos recentes, embora possam ser assinalados nos litorais do Espírito Santo e fluminense depósitos terciários. Da baía da Guanabara até o Paraná, após a linha costeira, o litoral é interrompido pelos rebordos orientais dos planaltos cristalinos, que avançam mar adentro em numerosos esporões. Nesses avanços a ação erosiva é intensa e as falésias, os "costões", apresentam em seus sopés grandes blocos, resultantes dos desmoronamentos. No conjunto, a costa cristalina dá a impressão de costa submersa, apresentando o que se denomina "rias" ou vales afogados, destacando-se a baía da Ilha Grande e a baía da Guanabara apertada entre morros, pontilhadas de ilhas (algumas importantes por suas dimensões e outras pela beleza natural). De Santos para o Sul, até quase a fronteira do Paraná, a costa muda de feição, torna-se baixa e com restingas. Várias planícies separam a linha da costa da borda do planalto. No litoral paranaense os esporões cristalinos da Serra do Mar voltam a se aproximar do litoral. Neste trecho abrem-se novamente grandes baías, como as de Paranaguá-Laranjeiras (Paraná) e São Francisco (Santa Catarina). No litoral catarinense o fenômeno mais destacado é a intensidade da sedimentação, embora ainda apareçam costas altas por influência das serras cristalinas. Em conseqüência dos processos de sedimentação, numerosas ilhas de outrora foram anexadas ao continente. Antigos grupos de ilhas foram-se interligando, vindo a se constituir duas grandes ilhas, a de São Francisco e a de Santa Catarina. Ao sul da Ilha de Santa Catarina e até o cabo de Santa Marta (Santa Catarina), a costa apresenta-se menos recortada e a irregularidade do relevo é menor na faixa costeira.

5) Litoral Meridional ou Subtropical ou Quaternário do Sul. Estende-se desde Laguna (Santa Catarina) até a barra do arroio Chuí (Rio Grande do Sul). Esse trecho do litoral é quase que inteiramente baixo e arenoso. Aparecem conjuntos de cordões litorâneos profundamente desvinculados, criando planícies bastante amplas, dentre as quais surgem uma série de lagunas, algumas delas totalmente fechadas e outras interligadas por canais rasos. Em direção ao interior as lagunas se repetem, mostrando desse modo a sucessão de cordões que originaram a planície arenosa. Grande parte do material não está consolidado, o que facilita a formação de dunas elevadas. No litoral gaúcho dois ventos se fazem sentir, o "carpinteiro da praia", marítimo dominante que sopra perpendicular à praia, e o pampeiro, continental. Trabalhando em sentidos opostos, provocam o empilhamento do material, o que justifica a altura das dunas. Ocorrem ainda uma série de lagunas de restingas, das quais destacam-se por suas dimensões as lagoas dos Patos e Mirim. A dos Patos, a maior delas, alcança uma área de cerca de 10.000 km2, ao norte da qual situa-se o estuário do Guaíba, onde se instalou a cidade de Porto Alegre.

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