18/10/05 - 22h:30mDenunciar

Desarmamento: a alegria do crime!

No próximo dia 23, todos os cidadãos brasileiros irão votar no referendo para ratificar ou rejeitar uma nova lei proposta pelo Congresso: a proibição do comércio de arma de fogo e munição no Brasil. De um lado, a campanha do SIM, sem uma justificativa plausível, para aceitar a proibição. E do outro, a forte campanha do NÃO, que condena a pergunta tendenciosa, aponta os fatos históricos que aconteceram em outros países que aderiram tal lei e o direito de defesa da população.

O lado positivo, mostrado pela propaganda do SIM, é que com o desarmamento, diminuirá as mortes banais: aquelas causadas por acidentes domésticos, disparos acidentais e principalmente, conseqüência de uma reação à violência. Para eles, quem arma os bandidos somos nós, o povo, que compra uma arma de fogo legalmente, e acaba indo parar nas mãos desses agressores, contribuindo para os seus arsenais e suas atividades criminosas. Mas erram eles pensando assim, pois estes fora-da-lei, já conseguem hoje armas ilegais, e com a proibição, só aumentará o comércio negro, contrabando, e a corrupção usando armas como moeda de troca.

Esperto foi quem formulou a questão que entrará em votação: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. Fica claro, que esta pergunta foi elaborada para confundir a cabeça dos eleitores ingênuos. É um referendo ardiloso, que está tentando manipular o voto da população, onde muitos pensam que com a vitória do desarmamento, nunca mais nenhum cidadão comum terá uma arma. A pergunta honesta e realista que deveria ser feita é: “O Estado brasileiro pode tirar das pessoas o direito comprar uma arma de fogo?”. Esta sim é uma pergunta séria, correta e sem fraudes.

Outro ponto mostrado é o que aconteceu com os países que, assim como querem fazer no Brasil, também proibiram a comercialização de armas de fogo e munição. Seus índices de criminalidade não baixaram. Pelo contrário, em muitos desses países a situação só se agravou, e muito. Como por exemplo, a Austrália, que há um ano obrigou os proprietários de armas a entregá-las para destruição. Mais de 640 mil armas foram destruídas, e os homicídios subiram 3,2%, as agressões 8,6% e os assaltos à mão armada 44%. Somente no Estado de Victoria, os homicídios subiram 300%, houve agressão aos idosos, deixando perdidos os políticos australianos.

E o direto de defesa de todo o cidadão? Onde está? Se aprovado o referendo, todos ficarão a mercê dos bandidos. Eles passarão a ter além do elemento surpresa ao seu favor, a certeza de que não reagiremos. Continuarão derrubando as portas de nossas casa, com os AR-15, pistolas 9 mm; e nós, para defender nossa família, nossa casa, nosso patrimônio, teremos que voltar aos tempos antigos, pois restarão apenas os relhos, chicotes, porretes e adagas. Com armas somos cidadãos, sem elas, somos apenas súditos. Quem desarma a vítima, fortalece o agressor.

Portanto, levando em conta todos os prós e contras: a diminuição de mortes banais causadas por aramas de fogo; o grande erro que foi o desarmamento em outros países; o aumento do contrabando; corrupção; e medo que uma possível vitória da proibição da comercialização de armas acarretará, é que eu voto NÃO! Diga NÃO você também. Não deixemos acabar com uma das maiores conquistas da humanidade: o direito de defesa.





by Ju pLoCk

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