05/12/06 - 00h:34mDenunciar

Elliott Smith

Um olhar triste...essa foi a primeira beleza que vi em Elliott Smith. Conheci esse rapaz ontem, por volta das 22 horas. Quem me apresentou foi o amigo poeta Gilcevi. Em uma conversa, o amigo disse: "ando ouvindo muito Elliott Smith". E eu: "não conheço". Cheguei a pensar que falava de uma mulher. E ele continuou: "muito bom, vou te enviar um texto sobre ele". Fui então à caixa de e-mails. Li o tal texto que tinha até um título interessante: "ELLIOTT E AS REVOLUÇÕES SILENCIOSAS DO ROCK". Foi escrito pelo jornalista Thiago Pereira, do Programa Alto Falante, da "Rede Minas". E ficou tão bem escrito que as frases me aguçaram a saber mais sobre Elliott. Fui ao youtube e vi lindas apresentações. Fui ao google e consegui conhecê-lo melhor. Smith fazia tristes canções, foi um jovem triste (vou ao contrário de uma frase que já ouvi por aí de que é melhor ser alegre do que ser triste. Pois eu acho que é melhor ser mais triste do que ser mais alegre. A alegria em excesso irrita, soa falsa, força demais a expressão das pessoas). Elliott mostrava sua tristeza não só no olhar, mas na voz, nas letras, nas melodias...apesar de muito pouco conhecido fora do circuito alternativo, ele foi um dos melhores e mais importantes compositores da década de noventa. Com suas canções melancólicas e auto-destrutivas, conquistou um séqüito fiel e devotado de fãs, que buscam em sua música conforto e identificação.

Smith nasceu no dia 6 de agosto de 1969, ano do lançamento de um de seus discos favoritos, Abbey Road. Mas foi outro álbum dos Beatles que virou a sua cabeça: o White Album, que ouviu na casa de seu pai (seus pais eram divorciados). Elliott se apaixonou pelo disco, principalmente pela balada country “Rocky Racoon". Outras paixões de infância e adolescência do músico foram os roqueiros da Kiss, AC/DC, Clash e Elvis Costello.

Em em 1994, saiu Roman Candle, o primeiro disco solo de Elliott Smith. As canções são amargas, raivosas, causando o que muita gente chamou de folk punk, pelo estilo agressivo do compositor ao violão. Um ano depois lança o epônimo Elliott Smith, um dos discos mais sombrios e depressivos de que se tem notícia. As letras, pesadíssimas, falam basicamente de experiências com drogas (heroína em “Needle In The Hay”, anfetaminas de “St. Ides Heaven”, cocaína em “The White Lady Loves You More”), solidão (“Clementine”), separação (“Good To Go”) e auto-crítica (“I´m a junkyard full of false starts”, canta em “Coming Up Roses”).

A primeira tentativa de suicídio veio em 1997: Smith se jogou de um penhasco, mas ficou preso em árvores no meio da queda. Ele definiu a situação como ridícula. Pouco depois foi internado numa clínica para tratar seu alcoolismo e o vício em drogas. Sua canção "Miss Misery" serviu de trilha para o filme "Gênio Indomável". Foi indicado ao Oscar pela canção e intimado a tocar na cerimônia de entrega do prêmio. Elliott não quis participar da festa, mas a Academia ameaçou convidar o brega Richard Marx para cantar “Miss Misery” em seu lugar, o que o fez mudar de idéia rapidinho. Nervoso durante a cerimônia, sua performance foi errática: ele se adiantou e cortou um trecho da canção. Estava com o cabelo bagunçado e um terno branco sujo, que o deixava parecido com um mendigo. No dia 21 de outubro de 2003, Elliott Smith morre com violentos ferimentos no peito causado por uma faca. A hipótese mais lógica é a de suicídio, após uma discussão com a namorada Jennifer Chiba.





rch= target=_blank> Elliott SmithEstou queimando toda ponte que atravessei para achar um lugar bonito para me perder - Elliott Smith

Comentários (2)

patorocco
1. patorocco 5/12/2006 - 15h08m

Não conheço esse cara Jú...mas parece muito loco...

maritheusaeverde
2. maritheusaeverde 5/12/2006 - 21h54m

minin piqueno é *****.... por falr em *****, belo rock ju.... isso é bom!

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