21/10/04 - 18h:49mDenunciar

eu pensativa...

dia desses ai, num tinha nd pra faze.. começei a tirar fotinhuss.. intao ta ai uma delas.. :/

comu num tem nd pra escreve.. la vai um textinhu q eu eu recebi otro dia...



Solteirar...?



Ser ou não ser de ninguém?

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços,

sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é

meu também". No entanto, passando o efeito do uísque com energético e dos

beijos sem compromissos, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem ao

consultório terapêutico, ou alguns aos ouvidos dos amigos mais próximos e

reclamam da solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição,

a maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.

Beijar na boca é bom? Claro que é!

Se manter sem compromissos, viver rodeado de amigos em baladas

animadíssimas é legal? Evidente que sim.

Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram

da velha lição ensinada no colégio, onde toda ação tem uma reação. Agir

como tribalistas tem conseqüências boas e ruins, como tudo na vida. Não dá,

infelizmente, para ficar somente com cereja do bolo, beijar de língua,

namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo

todo, e nele os ingredientes vão além do compromisso, como: não receber o

famoso telefonema no dia seguinte, não saber se estar namorando depois de

sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver saindo

com outra pessoa, etc...etc..etc...

Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?

A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais, como só

desejar a cereja do bolo tribal, enxergar somente o lado negativo das

relações mais sólidas.

Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia

chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir juntinho,

abraçado, rolando os pés sob as cobertas, e a troca de cumplicidade,

carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar

do outro e ser cuidado por ele, é telefonar para dizer boa noite, ter uma

boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém

para fazer e receber cafuné, um colo para chorar e uma mão para enxugar as

lágrimas, enfim, é ter alguém para amar...

Já dizia o poeta "que amar se aprende amando", e se seguirmos esse

raciocínio, esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas.

relação é sinônimo de desilusão.

O número avassalador de divórcios nos últimos tempos, só veio confirmar

essa tese, e aqueles que se divorciaram (pais e mães adeptos do

tribalismo), vendem na maioria das vezes que casar é um péssimo negócio, e

que uma relação sólida é sinônimo de frustrações futuras, talvez seja por

isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto medo e rejeição. No

entanto vivemos em uma época muito diferente daquela em que os nossos pais

viveram, hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mas obrigados a

"comer sal junto ate morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães,

ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados

na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que

fazemos com as lições que nos chegam. A questão não é casual, mas quem

correlaciona, podemos aprender amar se relacionando, trocando experiências,

afetos, conflitos e sensações. Não precisamos amar, são os conceitos que

nos foram passados, somos livres para optarmos.

Ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém é ter coragem, ser

autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar pra ver e

correr atrás da felicidade, doar e receber, é estar disponível de alma,

para que as surpresas da vida possam aparecer, é compartilhar momentos de

alegria, buscar e tirar proveito até mesmo das coisas ruins.

Ser de todo mundo e não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém.

Também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao

fracasso emocional e a tão temida solidão.

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